Físico pressionado, B3 sobrevendida e mercado à espera de novos sinais

O mercado de milho segue pressionado, com oferta disponível, compradores cautelosos e preços em queda. Na B3, a sobrevenda acentuada abre espaço para uma recuperação pontual, mas a tendência de baixa ainda predomina.

Mercado

Seguimos na mesma estrada e na mesma direção. Temos milho disponível no mercado, com preços pressionados por uma CBOT que também continua mais fraca após o último relatório do USDA e um dólar trabalhando próximo de R$ 5,00.

O que nos resta agora é observar os sintomas do mercado e olhar para o padrão histórico deste período nos últimos anos: negociações mais lentas e travadas durante boa parte do mês, liquidez restrita, chegada das chuvas e um spread entre B3 e mercado físico que já passou por um ajuste importante.

No mercado interno, vejo os grandes compradores com estoques confortáveis e aguardando preços melhores. Do outro lado, os vendedores estão mais pressionados, as cooperativas reduziram suas indicações e os portos também recuaram, diminuindo as alternativas de liquidez.

Mas, para termos uma nova rodada de queda mais acentuada, acredito que algumas condições precisarão se alinhar: dólar acelerando novas perdas, CBOT permanecendo pressionada e paridade de exportação recuando mais alguns degraus.

Caso isso não aconteça, podemos ter algum repique de preços, movimento natural depois de uma sequência de quedas. E isso vale tanto para o mercado físico quanto para a B3, que, como venho chamando atenção nos últimos dias, trabalha em condição de sobrevenda.

O mercado continua pressionado, mas é importante separar a continuidade da tendência de baixa da possibilidade de uma recuperação pontual dos preços.

Preços

Mercado inalterado hoje mas pressionado.

Campinas (SP): comprador R$ 65,50 | vendedor R$ 66,50
Cooperativas: comprador R$ 59,00 | vendedor R$ 61,00
Milho tributado: comprador R$ 70,00 | vendedor R$ 72,00

Gráfico

📉 CCMX26 – O milho novembro/26 trabalha em R$ 68,78, tentando estabilizar depois da forte sequência de quedas. O contrato perdeu a região de R$ 69,00, que vinha funcionando como suporte, e agora encontra dificuldade para voltar acima desse patamar. A mínima do dia chegou a R$ 68,50, enquanto o IFR de 14 períodos está em 18,76 e o IFR curto em 12,42, caracterizando sobrevenda acentuada.

A região de R$ 68,50/68,03 passa a merecer atenção, pois o contrato já trabalha próximo das mínimas recentes. O volume continua relevante, mas a intensidade da queda não permite afirmar que o mercado encontrou um fundo. A sobrevenda aumenta a possibilidade de reação técnica, embora ainda não exista confirmação de mudança na estrutura de baixa.

Suportes: S1 68,50/68,03 – S2 67,47 – S3 66,93/64,33

Resistências: R1 69,00/69,11 – R2 69,86/70,23 – R3 70,85/71,49

Cenário provável: enquanto permanecer abaixo de R$ 69,00/69,11, o novembro continua pressionado. A perda de R$ 68,50/68,03 deixa R$ 67,47 como a próxima referência gráfica. Por outro lado, recuperar R$ 69,11 seria o primeiro sinal de alívio, permitindo observar a região de R$ 69,86/70,23. Para falar em recuperação mais consistente, o contrato ainda precisaria superar resistências importantes e interromper a sequência de mínimas descendentes.

📉 CCMF27 – O milho janeiro/27 trabalha em R$ 72,85 e também tenta encontrar sustentação depois da correção acentuada. O contrato continua dentro do canal de baixa, abaixo das principais médias móveis, mas hoje apresenta uma movimentação mais contida, com mínima em R$ 72,79, muito próxima do suporte de R$ 72,77 que já vínhamos acompanhando.

O IFR de 14 períodos está em 16,60 e o IFR curto em 8,66, mostrando sobrevenda extrema. Apesar da forte pressão dos últimos pregões, o contrato ainda não confirmou o rompimento de R$ 72,77 nesta sessão. Essa região merece atenção porque pode representar uma primeira tentativa de estabilização, mas ainda sem evidência suficiente de reversão.

Suportes: S1 72,77/72,52 – S2 70,22 – S3 69,13

Resistências: R1 73,04/73,30 – R2 74,23/75,11 – R3 75,46/76,35

Cenário provável: a região de R$ 72,77/72,52 é a principal referência de curto prazo. Enquanto conseguir defendê-la, o janeiro pode tentar uma recuperação para R$ 73,04/73,30. Porém, perder essa faixa amplia o risco de continuidade da correção, colocando R$ 70,22 no radar.

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Físico pressionado, B3 sobrevendida e mercado à espera de novos sinais

O mercado de milho segue pressionado, com oferta disponível, compradores cautelosos e preços em queda. Na B3, a sobrevenda acentuada abre espaço para uma recuperação pontual, mas a tendência de baixa ainda predomina.

Mercado

Seguimos na mesma estrada e na mesma direção. Temos milho disponível no mercado, com preços pressionados por uma CBOT que também continua mais fraca após o último relatório do USDA e um dólar trabalhando próximo de R$ 5,00.

O que nos resta agora é observar os sintomas do mercado e olhar para o padrão histórico deste período nos últimos anos: negociações mais lentas e travadas durante boa parte do mês, liquidez restrita, chegada das chuvas e um spread entre B3 e mercado físico que já passou por um ajuste importante.

No mercado interno, vejo os grandes compradores com estoques confortáveis e aguardando preços melhores. Do outro lado, os vendedores estão mais pressionados, as cooperativas reduziram suas indicações e os portos também recuaram, diminuindo as alternativas de liquidez.

Mas, para termos uma nova rodada de queda mais acentuada, acredito que algumas condições precisarão se alinhar: dólar acelerando novas perdas, CBOT permanecendo pressionada e paridade de exportação recuando mais alguns degraus.

Caso isso não aconteça, podemos ter algum repique de preços, movimento natural depois de uma sequência de quedas. E isso vale tanto para o mercado físico quanto para a B3, que, como venho chamando atenção nos últimos dias, trabalha em condição de sobrevenda.

O mercado continua pressionado, mas é importante separar a continuidade da tendência de baixa da possibilidade de uma recuperação pontual dos preços.

Preços

Mercado inalterado hoje mas pressionado.

Campinas (SP): comprador R$ 65,50 | vendedor R$ 66,50
Cooperativas: comprador R$ 59,00 | vendedor R$ 61,00
Milho tributado: comprador R$ 70,00 | vendedor R$ 72,00

Gráfico

📉 CCMX26 – O milho novembro/26 trabalha em R$ 68,78, tentando estabilizar depois da forte sequência de quedas. O contrato perdeu a região de R$ 69,00, que vinha funcionando como suporte, e agora encontra dificuldade para voltar acima desse patamar. A mínima do dia chegou a R$ 68,50, enquanto o IFR de 14 períodos está em 18,76 e o IFR curto em 12,42, caracterizando sobrevenda acentuada.

A região de R$ 68,50/68,03 passa a merecer atenção, pois o contrato já trabalha próximo das mínimas recentes. O volume continua relevante, mas a intensidade da queda não permite afirmar que o mercado encontrou um fundo. A sobrevenda aumenta a possibilidade de reação técnica, embora ainda não exista confirmação de mudança na estrutura de baixa.

Suportes: S1 68,50/68,03 – S2 67,47 – S3 66,93/64,33

Resistências: R1 69,00/69,11 – R2 69,86/70,23 – R3 70,85/71,49

Cenário provável: enquanto permanecer abaixo de R$ 69,00/69,11, o novembro continua pressionado. A perda de R$ 68,50/68,03 deixa R$ 67,47 como a próxima referência gráfica. Por outro lado, recuperar R$ 69,11 seria o primeiro sinal de alívio, permitindo observar a região de R$ 69,86/70,23. Para falar em recuperação mais consistente, o contrato ainda precisaria superar resistências importantes e interromper a sequência de mínimas descendentes.

📉 CCMF27 – O milho janeiro/27 trabalha em R$ 72,85 e também tenta encontrar sustentação depois da correção acentuada. O contrato continua dentro do canal de baixa, abaixo das principais médias móveis, mas hoje apresenta uma movimentação mais contida, com mínima em R$ 72,79, muito próxima do suporte de R$ 72,77 que já vínhamos acompanhando.

O IFR de 14 períodos está em 16,60 e o IFR curto em 8,66, mostrando sobrevenda extrema. Apesar da forte pressão dos últimos pregões, o contrato ainda não confirmou o rompimento de R$ 72,77 nesta sessão. Essa região merece atenção porque pode representar uma primeira tentativa de estabilização, mas ainda sem evidência suficiente de reversão.

Suportes: S1 72,77/72,52 – S2 70,22 – S3 69,13

Resistências: R1 73,04/73,30 – R2 74,23/75,11 – R3 75,46/76,35

Cenário provável: a região de R$ 72,77/72,52 é a principal referência de curto prazo. Enquanto conseguir defendê-la, o janeiro pode tentar uma recuperação para R$ 73,04/73,30. Porém, perder essa faixa amplia o risco de continuidade da correção, colocando R$ 70,22 no radar.

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