Mercado
O mercado de milho trabalha de lado. Em São Paulo, o físico segue mais travado e lateralizado, enquanto fora do estado principalmente Paraná, Goiás e Minas Gerais apareceram recuos de preços, aumento de ofertas e menos compradores ativos.
A exportação segue muito lenta, e isso deixa o mercado interno como principal destino do produtor. A alternativa é ajustar a conta para baixo e conseguir exportar, o que naturalmente aumenta a pressão sobre as intenções de venda.
As ofertas de milho tributado melhoraram novamente, e isso volta a funcionar como um teto para o mercado paulista. A disputa de interesses continua e, neste momento, quem piscar primeiro perde: o comprador precisa comprar, mas não quer pagar mais; o vendedor quer vender, mas já não consegue puxar preço e passa a procurar liquidez.
A direção mais clara, na minha leitura, ainda precisa vir de fora: CBOT, dólar e tensões geopolíticas. Enquanto isso, o mercado continua pesando a quatro mãos o spread que a curva futura da B3 carrega sobre o mercado físico.
Preços:
Sem alterações,
Campinas (SP): comprador R$ 69,50 | vendedor R$ 71,00
Cooperativas: comprador R$ 63,00 | vendedor R$ 65,00
Milho tributado: comprador R$ 74,00 | vendedor R$ 77,00
Gráfico:
📉 CCMX26 – O milho novembro/26 trabalha em 75,82 e segue pressionado dentro de uma consolidação que já dura alguns pregões. O contrato continua abaixo das médias curtas e encostado na média de 40 períodos, próxima de 76,09, com IFR de 14 períodos em torno de 45 e IFR curto perto de 40. A leitura segue mais fraca, mas o contrato já se aproxima de uma região importante de suporte.
Suportes: S1 75,55/75,37 – S2 74,80/74,46 – S3 73,55/73,41
Resistências: R1 76,09/76,31 – R2 76,48/76,82 – R3 77,06/77,32
Cenário provável: enquanto permanecer abaixo de 76,09/76,31, o novembro segue vulnerável. A perda de 75,55/75,37 pode acelerar a correção para 74,80/74,46. Para aliviar a pressão, precisa recuperar primeiro 76,09 e depois 76,48/76,82.
📉 CCMF27 – O milho janeiro/27 trabalha em 79,58 e continua em correção depois de perder as médias curtas. O contrato já testa a região da média de 40 períodos, próxima de 79,36, e se aproxima de uma faixa técnica importante entre 79,36 e 79,13. O IFR de 14 períodos está perto de 48, enquanto o IFR curto em torno de 41 mostra enfraquecimento, mas já numa região menos esticada.
Suportes: S1 79,36/79,13 – S2 78,56 – S3 77,46/76,92
Resistências: R1 80,02/80,10 – R2 80,48/80,57 – R3 81,10/82,14
Cenário provável: se 79,36/79,13 segurar, o janeiro pode tentar uma reação para 80,02/80,10. Para reorganizar a estrutura de alta, precisa voltar acima de 80,48/80,57. Perdendo 79,13, aumenta o risco de continuidade do ajuste para 78,56.