Mercado
Os preços do milho no interior paulista pararam de cair e trabalham mais estáveis. Mesmo com produtores tendo contas para pagar no fim do mês, não houve um movimento relevante de fixação, e isso deixa as cooperativas paulistas numa zona mais confortável, sem necessidade de pressionar vendas.
O produtor segue muito no dia a dia. Hoje, por exemplo, olha para a alta do milho, da soja e do trigo lá fora, com chuvas atrasando a colheita americana e também com expectativa em torno de um possível encontro entre Xi Jinping e Trump, o que ajuda a melhorar o humor do mercado.
O dólar mais fraco limita um pouco, mas os preços do milho nos portos melhoraram bem e isso volta a incentivar exportação por TOP e ferrovia. No rodoviário, a conta ainda não fecha tão bem para exportação e parte desse milho acaba voltando para o mercado interno.
Em São Paulo, porém, o quadro é diferente: o estado tem déficit estrutural de oferta e continua precisando do milho tributado para complementar o abastecimento. Isso ajuda a explicar por que, mesmo com mais produto no Centro-Oeste e Minas, o físico paulista não necessariamente acompanha uma queda com a mesma velocidade.
As chuvas avançam sobre o Centro-Oeste, mas ainda de forma irregular. A regularização mais consistente é esperada apenas na virada para outubro.
No radar: se essa irregularidade atrasar o plantio da soja, a colheita também anda para frente e começa a apertar a janela ideal do milho 2ª safra. Por enquanto não é problema consolidado, mas é um risco que o mercado precisa acompanhar de perto.
Preços
Comprador do varejo com preços mais firmes no mercado paulista, remarcação nas intenções.
Campinas (SP): comprador R$ 69,00 +0,50 | vendedor R$ 71,00
Cooperativas: comprador R$ 63,00 +0,50 | vendedor R$ 65,00 +1,00
Milho tributado: comprador R$ 74,00 +1,00 vendedor R$ 77,00 +1,00