Mercado
O mercado futuro ontem reduziu uma boa parte da “gordura” que vinha carregando sobre o mercado físico. Ainda existe prêmio na curva, mas o físico também está pressionado e com preços em queda. Se essa queda acelerar, o spread pode voltar a abrir e a diferença entre físico e futuro continuará sendo um ponto importante da leitura.
O trigo continua entrando no mercado e as fábricas de ração estão gostando desse movimento. Além do preço mais competitivo, a qualidade da ração melhora e a conversão também fica interessante, não apenas pelo lado nutricional, mas principalmente pelo custo.
O dólar segue firme para cima, enquanto a CBOT continua pressionada e já perdeu suportes importantes. Enquanto esse quadro permanecer, a pressão sobre os preços tende a continuar.
Entramos em um novo mês, com uma nova rodada de preços e novos relatórios no radar. As projeções do USDA serão importantes, mas a atenção aqui dentro também se volta para a Conab. A conta da exportação precisa ser revista com cuidado: se o volume projetado de embarques não se confirmar, esse milho precisa aparecer em algum outro lugar da demanda para evitar um aumento ainda maior do estoque de passagem.
Caso essa equação não se ajuste, podemos caminhar para estoques muito elevados. E esse é um ponto que o mercado vai começar a colocar cada vez mais no preço.
Preços:
Mercado com preços inalterados…
Campinas (SP): comprador R$ 68,00 | vendedor R$ 70,00
Cooperativas: comprador R$ 61,00 | vendedor R$ 63,00
Milho tributado: comprador R$ 73,00 | vendedor R$ 75,00
Gráfico
📉 CCMX26 – O milho novembro/26 trabalha em 71,66 e aprofunda de forma importante a correção que já vinha sendo sinalizada. O contrato rompeu a faixa de 74,25/74,46, perdeu também 73,41 e agora se aproxima de 72,75/72,09. O IFR de 14 períodos está em torno de 24 e o IFR curto perto de 14, mostrando mercado fortemente pressionado e já em região de sobrevenda.
Suportes: S1 72,75/72,09 – S2 71,73 – S3 69,95
Resistências: R1 73,41/74,25 – R2 75,02/75,55 – R3 75,80/76,18
Cenário provável: enquanto permanecer abaixo de 73,41, o novembro segue pressionado. A perda de 72,09 abre espaço para 71,73 e, mais abaixo, 69,95. Para aliviar a pressão, precisa recuperar primeiro 73,41 e depois 74,25. Como os indicadores já estão bastante esticados, repiques podem aparecer, mas, por enquanto, ainda dentro de uma estrutura corretiva.
📉 CCMF27 – O milho janeiro/27 trabalha em 76,10 e também acelera a queda. O contrato continua operando dentro do canal de baixa e rompeu 78,56 e 77,46, níveis que vinham sendo monitorados como suportes importantes. Agora o mercado testa a região de 76,35/75,11. O IFR de 14 períodos está próximo de 27 e o IFR curto abaixo de 20, também mostrando forte sobrevenda no curtíssimo prazo.
Suportes: S1 76,35/76,10 – S2 75,11 – S3 74,13/72,77
Resistências: R1 76,92/77,46 – R2 78,56 – R3 79,03/79,51
Cenário provável: enquanto permanecer abaixo de 76,92/77,46, o janeiro mantém leitura corretiva. Perdendo 76,10/76,35, o próximo alvo passa a ser 75,11. Para neutralizar a pressão, precisa recuperar 77,46 e depois voltar acima de 78,56.