As ofertas de milho físico seguem boas em SP, com compradores recuados e sem corrida para originar. A indústria, neste primeiro momento, aparece mais estocada e fazendo gestão de novos pedidos, justamente para não entrar na pilha de qualquer especulação. Isso mantém a liquidez baixa e dá ao comprador um controle maior do curto prazo.
Bem diferente da B3, que veio com altas agressivas em dois dias e agora trabalha com devolução parcial. O movimento ganhou tração com a leitura de clima (redução de chuvas para maio, já esperada pelo calendário), tentativa de antecipação de alguns fundos e uma rodada de stops na pessoa física, que costuma acelerar o preço quando o mercado está leve.
O ponto de atenção é o descolamento: o futuro reagiu, mas o físico não confirmou — e, com dólar abaixo de R$ 5,00 e ainda dúvidas sobre exportação para o Irã, fica difícil sustentar patamar apenas na expectativa. O clima entrou no radar, sim, mas o mercado vai pedir confirmação nos fatos do físico para ganhar continuidade.