142% das chuvas que cairão nas áreas de milho nos EUA devem ocorrer nos próximos sete dias

5 de junho, 2026/
142% das chuvas que cairão nas áreas de milho nos EUA devem ocorrer nos próximos sete dias
142% das chuvas que cairão nas áreas de milho nos EUA devem ocorrer nos próximos sete dias

O milho caiu nesta quinta-feira na Bolsa de Chicago, pelo quinto pregão seguido, com o clima amplamente favorável às lavouras dos EUA, o que reduz a chance de uma alta mais forte no curto prazo, avaliou o analista de mercado e fundador da Standard Grain, Joe Vaclavik.
O contrato dezembro fechou na quinta-feira a US$ 4,51 por bushel, menor nível desde o fim de fevereiro. Para ele, sem uma mudança importante no clima, o mercado perde um dos principais motores de alta desta época do ano. “Sem previsão de seca em meados de junho ou no começo de julho, você provavelmente não vai ver aquele temor do mercado com a safra”, disse.
Vaclavik apontou três fatores de pressão. O primeiro é o clima. Segundo ele, a previsão é de chuvas em boa parte do oeste e do centro do cinturão produtor dos EUA, enquanto o leste, que vinha excessivamente úmido, tende a secar, o que favorece o avanço dos trabalhos no campo.
Dados da Crop Profit, citados por ele, com base no modelo europeu, indicam que as áreas de milho devem receber 142% da chuva normal nos próximos sete dias e 107% no período de oito a 14 dias, com temperaturas acima da média. “Não há ameaça climática aqui de jeito nenhum”, afirmou.
O segundo fator é geopolítico. Para Vaclavik, o prêmio associado ao Oriente Médio e aos fertilizantes já não sustenta novas compras como sustentou semanas atrás, porque o petróleo deixou de subir com força.“Acho que essa história de guerra ficou velha”, disse.
O terceiro ponto é técnico. O contrato para dezembro rompeu para baixo a mínima de abril, em US$ 4,6925 por bushel, o que abriu espaço para novas vendas. Segundo ele, um teste da mínima de janeiro, em US$ 4,4525, é perfeitamente possível.
Na leitura do analista, junho começa com menos espaço para um susto altista. Ele lembrou que as altas rápidas desta época do ano costumam nascer de previsões de seca. Com o mapa mais úmido, o gatilho desaparece.
Isso não significa que a safra americana esteja livre de problemas, mas apenas que o mercado não tem hoje um motivo climático forte para disparar. Para ele, o cenário ficou apertado para o produtor, porque o milho novo já devolveu o prêmio embutido durante o conflito com o Irã.

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O contrato dezembro fechou na quinta-feira a US$ 4,51 por bushel, menor nível desde o fim de fevereiro. Para ele, sem uma mudança importante no clima, o mercado perde um dos principais motores de alta desta época do ano. “Sem previsão de seca em meados de junho ou no começo de julho, você provavelmente não vai ver aquele temor do mercado com a safra”, disse.
Vaclavik apontou três fatores de pressão. O primeiro é o clima. Segundo ele, a previsão é de chuvas em boa parte do oeste e do centro do cinturão produtor dos EUA, enquanto o leste, que vinha excessivamente úmido, tende a secar, o que favorece o avanço dos trabalhos no campo.
Dados da Crop Profit, citados por ele, com base no modelo europeu, indicam que as áreas de milho devem receber 142% da chuva normal nos próximos sete dias e 107% no período de oito a 14 dias, com temperaturas acima da média. “Não há ameaça climática aqui de jeito nenhum”, afirmou.
O segundo fator é geopolítico. Para Vaclavik, o prêmio associado ao Oriente Médio e aos fertilizantes já não sustenta novas compras como sustentou semanas atrás, porque o petróleo deixou de subir com força.“Acho que essa história de guerra ficou velha”, disse.
O terceiro ponto é técnico. O contrato para dezembro rompeu para baixo a mínima de abril, em US$ 4,6925 por bushel, o que abriu espaço para novas vendas. Segundo ele, um teste da mínima de janeiro, em US$ 4,4525, é perfeitamente possível.
Na leitura do analista, junho começa com menos espaço para um susto altista. Ele lembrou que as altas rápidas desta época do ano costumam nascer de previsões de seca. Com o mapa mais úmido, o gatilho desaparece.
Isso não significa que a safra americana esteja livre de problemas, mas apenas que o mercado não tem hoje um motivo climático forte para disparar. Para ele, o cenário ficou apertado para o produtor, porque o milho novo já devolveu o prêmio embutido durante o conflito com o Irã.

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