Com safrinha no radar, oferta paulista ganha volume

Oferta maior e compradores retraídos mantêm pressão sobre o milho, enquanto a boa condição da safrinha reforça a expectativa de mercado mais ofertado nas próximas semanas.

Hoje houve aumento no volume de milho paulista sendo ofertado no mercado. Com a soja em preços ruins, a melhor opção para parte do produtor acaba sendo vender milho agora, antes da entrada mais forte da safrinha, que deve aumentar a oferta vinda de outros estados. O comprador segue tranquilo, abastecido e pouco presente. Com isso, tenta trazer os preços para baixo e coloca dúvida na cabeça do produtor que precisa vender mais rápido. Quando o comprador aparece pouco, a liquidez diminui e o vendedor fica mais exposto à pressão. O clima em SP segue bem. Também tenho falado com o pessoal do Paraná, e a última chuva deixou as lavouras em situação muito boa. A leitura é de que o PR deve ter bastante milho nesta safra, o que reforça a percepção de oferta confortável mais à frente.

No geral, o mercado físico segue com comprador no controle, vendedor buscando liquidez e safrinha ganhando peso no radar. Sem um gatilho forte de clima, dólar ou exportação, o milho tende a continuar pressionado e com pouca força para reação consistente.

Preços
Ofertas aumentaram e preços apontam queda.

Campinas (SP): comprador R$ 64,00 (-1,00) | vendedor R$ 67,00 (-1,00)
Cooperativas: comprador R$ 60,00 (-1,00) | vendedor R$ 63,00
Milho tributado: comprador R$ 68,00 | vendedor R$ 70,00
Tradings (safrinha): R$ 64,50 (-0,50)


Gráfico


📉 CCMN26 – O milho jul/26 (CCMN26) está 66,00 e rompeu para baixo a região que vinha tentando defender no curto prazo. O contrato perdeu a faixa de 66,87/66,60 e agora trabalha pressionado, abaixo das médias e com leitura técnica mais fraca. O gráfico mostra aumento da pressão vendedora e pouca reação compradora no suporte imediato.
Suportes: S1 65,90/65,53 – S2 65,20 – S3 64,80/64,50
Resistências: R1 66,87/67,03 – R2 67,14/67,25 – R3 68,02/68,60
Cenário provável: enquanto não recuperar 66,87/67,03, o contrato segue pesado. Abaixo de 65,90, pode buscar novas referências mais baixas dentro do movimento de correção.


📉 CCMU26 – O milho set/26 (CCMU26) está 68,70 e também perdeu sustentação importante. O contrato rompeu para baixo a faixa de 69,65/69,64, que vinha funcionando como suporte, e agora passa a trabalhar em zona mais defensiva. As médias curtas viraram resistência, e o mercado precisa recuperar pelo menos 69,66/69,84 para aliviar a pressão.
Suportes: S1 68,70/68,34 – S2 67,92/67,52 – S3 66,78
Resistências: R1 69,66/69,84 – R2 70,20/70,38 – R3 70,57/70,96

Cenário provável: o viés técnico ficou mais fraco após a perda de 69,65. Se não recuperar essa região rapidamente, o mercado pode seguir buscando suporte entre 68,34 e 67,52.

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Com safrinha no radar, oferta paulista ganha volume

Oferta maior e compradores retraídos mantêm pressão sobre o milho, enquanto a boa condição da safrinha reforça a expectativa de mercado mais ofertado nas próximas semanas.

Hoje houve aumento no volume de milho paulista sendo ofertado no mercado. Com a soja em preços ruins, a melhor opção para parte do produtor acaba sendo vender milho agora, antes da entrada mais forte da safrinha, que deve aumentar a oferta vinda de outros estados. O comprador segue tranquilo, abastecido e pouco presente. Com isso, tenta trazer os preços para baixo e coloca dúvida na cabeça do produtor que precisa vender mais rápido. Quando o comprador aparece pouco, a liquidez diminui e o vendedor fica mais exposto à pressão. O clima em SP segue bem. Também tenho falado com o pessoal do Paraná, e a última chuva deixou as lavouras em situação muito boa. A leitura é de que o PR deve ter bastante milho nesta safra, o que reforça a percepção de oferta confortável mais à frente.

No geral, o mercado físico segue com comprador no controle, vendedor buscando liquidez e safrinha ganhando peso no radar. Sem um gatilho forte de clima, dólar ou exportação, o milho tende a continuar pressionado e com pouca força para reação consistente.

Preços
Ofertas aumentaram e preços apontam queda.

Campinas (SP): comprador R$ 64,00 (-1,00) | vendedor R$ 67,00 (-1,00)
Cooperativas: comprador R$ 60,00 (-1,00) | vendedor R$ 63,00
Milho tributado: comprador R$ 68,00 | vendedor R$ 70,00
Tradings (safrinha): R$ 64,50 (-0,50)


Gráfico


📉 CCMN26 – O milho jul/26 (CCMN26) está 66,00 e rompeu para baixo a região que vinha tentando defender no curto prazo. O contrato perdeu a faixa de 66,87/66,60 e agora trabalha pressionado, abaixo das médias e com leitura técnica mais fraca. O gráfico mostra aumento da pressão vendedora e pouca reação compradora no suporte imediato.
Suportes: S1 65,90/65,53 – S2 65,20 – S3 64,80/64,50
Resistências: R1 66,87/67,03 – R2 67,14/67,25 – R3 68,02/68,60
Cenário provável: enquanto não recuperar 66,87/67,03, o contrato segue pesado. Abaixo de 65,90, pode buscar novas referências mais baixas dentro do movimento de correção.


📉 CCMU26 – O milho set/26 (CCMU26) está 68,70 e também perdeu sustentação importante. O contrato rompeu para baixo a faixa de 69,65/69,64, que vinha funcionando como suporte, e agora passa a trabalhar em zona mais defensiva. As médias curtas viraram resistência, e o mercado precisa recuperar pelo menos 69,66/69,84 para aliviar a pressão.
Suportes: S1 68,70/68,34 – S2 67,92/67,52 – S3 66,78
Resistências: R1 69,66/69,84 – R2 70,20/70,38 – R3 70,57/70,96

Cenário provável: o viés técnico ficou mais fraco após a perda de 69,65. Se não recuperar essa região rapidamente, o mercado pode seguir buscando suporte entre 68,34 e 67,52.

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