Mercado:
O mercado físico de milho segue sem grandes mudanças. Ontem apareceu um pouco mais de milho tributado chegando em SP, cooperativas paulistas tentando antecipar vendas antes dos compromissos de fim de mês dos produtores.
Conforme CONAB, o Brasil em 2024/25 aponta com uma safra recorde de 139,7 milhões de toneladas de estoques de passagem perto de 10,3 milhões de toneladas, o que garante ampla oferta interna. Nas exportações, a projeção é de até 40 milhões de toneladas (muitas dúvidas ainda).
Na B3 temos uma curva de preços positiva e o mercado vê isso como oportunidade, no contexto geral esse cenário pressiona preços e coloca o milho brasileiro como protagonista mundial, servindo de referência tanto para o consumo interno como para o abastecimento externo, mas ainda temos uma comercialização travada e lateralizada no que tange a preços.
Novamente mercado de olho no dólar testando região de suporte R$5,40.
Preços:
Campinas (SP) – Compradores R$64,00 e vendas R$66.
Cooperativas – Interesse do comprador R$58; vendas a R$60.
Milho tributado – Compradores, R$69/70, e vendedores em maior volume a R$72,00.
Tradings – Indicação de compra R$65/66 e vendedores sem interesse nesses níveis.
B3:
CCMU25 – O contrato setembro tem hoje o primeiro dia da média de liquidação, a expectativa de liquidação fica R$65,20 máxima e R$64,70 mínima.
CCMX25 – O contrato CCMX25 está cotado a 67,90, em queda de 0,19 centavos , (0,28%) no dia, fazendo mínima de 67,63 e máxima de 68,17.
O contrato permanece abaixo das médias móveis e dentro do canal de consolidação entre 68,00-69,00, porém hoje perdendo a primeira resistência até o momento, se fechar assim perde também a média de 50.
Suportes: S1: 68,00 | S2: 67,43 | S3: 66,88
Resistências: R1: 68,66 | R2: 69,15 | R3: 70,32
Cenário provável: Consolidação lateral entre 68,00-69,00 em curso. Rompimento de 68,00 pode levar aos 67,43. Recuperação acima de 68,66 sinalizaria força para testar 69,15.