Oferta firme e demanda lenta travam mercado de milho

O mercado de milho segue travado, com baixa competitividade frente ao produto americano e demanda fraca no interno e na exportação. Compradores e vendedores resistem a ajustar preços, enquanto a B3 e a CBOT operam sem grandes movimentações.

Mercado:
O quadro de oferta está cada vez mais consolidado, permitindo que o mercado trabalhe com fundamentos claros. A questão central, no entanto, é o timing. Na demanda de exportação, o movimento segue lento, com volumes a embarcar ainda por definir. As tradings não pretendem – e tampouco conseguem – pagar mais: o milho brasileiro continua pouco competitivo frente ao americano.

Na planilha, o que importa não é o preço que a trading oferece, mas o valor do nosso milho no mercado mundial. é sobre isso que o produtor deveria se debruçar na hora de tomar decisões. O momento não oferece altas: as tradings não querem pagar mais e o produtor não quer baixar o preço. O resultado é um mercado esticado, em uma queda de braço que pode até levar à ausência de vendedores dispostos.

No mercado interno, o comprador está quieto, adquirindo da “mão para a boca”. Mesmo trabalhando com estoques um pouco mais ajustados, não parece haver risco de ter que pagar mais neste momento. Se um não vende, outro vende, e a oferta de milho disponível se mantém presente.Na B3, a curva de preços mostra margens mais apertadas no curto prazo, mas com gordura razoável nos vencimentos futuros , o que já estimula operações de hedge.
Na CBOT, após divulgação de uma safra estimada de 425 milhões de toneladas – considerada garantida – o milho opera de lado, sem grandes acontecimentos. O petróleo WTI 62,05, recua 1,50% e o dólar gira em torno de R$5,42, em meio a expectativas de cortes futuros na taxa de juros americana. Com a Selic mantida nos níveis atuais, não é difícil projetar um dólar mais fraco, podendo buscar níveis próximos de R$5,20.

Preços:

Na região de Campinas (SP), o mercado permanece travado. Compradores indicam preços entre R$63,00 e R$64,00, enquanto as pedidas de venda seguem entre R$65,00 e R$66,00, sem avanço nos negócios.

Nas cooperativas: o interesse do comprador gira entre R$57,00 e R$59,00, com ofertas de venda alinhadas entre R$60,00 e R$61,00. No milho tributado, compradores com indicações entre R$66,00 e R$67,00 e os vendedores entre 68 e R$70,00. As tradings sem movimentação agressiva têm indicações entre 65 a 66, queda de 1 real.
 

B3:
CCMU25 – O milho setembro está a R$64,74, em leve queda de 0,04%, trabalhando em região de suporte no Fibonacci. Mercado com pouca amplitude no dia, com atenção às resistências em 65,50 e 66,20. Para baixo, caso perca os 64,74, pode buscar os próximos suportes. Sem sinais claros do dólar e da CBOT, o mercado segue estagnado, atento ao físico, que também permanece travado.

Suportes: S1 64,74 – S2 64,20 – S3 63,50
Resistências: R1 65,50 – R2 66,20 – R3 66,85

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Oferta firme e demanda lenta travam mercado de milho

O mercado de milho segue travado, com baixa competitividade frente ao produto americano e demanda fraca no interno e na exportação. Compradores e vendedores resistem a ajustar preços, enquanto a B3 e a CBOT operam sem grandes movimentações.

Mercado:
O quadro de oferta está cada vez mais consolidado, permitindo que o mercado trabalhe com fundamentos claros. A questão central, no entanto, é o timing. Na demanda de exportação, o movimento segue lento, com volumes a embarcar ainda por definir. As tradings não pretendem – e tampouco conseguem – pagar mais: o milho brasileiro continua pouco competitivo frente ao americano.

Na planilha, o que importa não é o preço que a trading oferece, mas o valor do nosso milho no mercado mundial. é sobre isso que o produtor deveria se debruçar na hora de tomar decisões. O momento não oferece altas: as tradings não querem pagar mais e o produtor não quer baixar o preço. O resultado é um mercado esticado, em uma queda de braço que pode até levar à ausência de vendedores dispostos.

No mercado interno, o comprador está quieto, adquirindo da “mão para a boca”. Mesmo trabalhando com estoques um pouco mais ajustados, não parece haver risco de ter que pagar mais neste momento. Se um não vende, outro vende, e a oferta de milho disponível se mantém presente.Na B3, a curva de preços mostra margens mais apertadas no curto prazo, mas com gordura razoável nos vencimentos futuros , o que já estimula operações de hedge.
Na CBOT, após divulgação de uma safra estimada de 425 milhões de toneladas – considerada garantida – o milho opera de lado, sem grandes acontecimentos. O petróleo WTI 62,05, recua 1,50% e o dólar gira em torno de R$5,42, em meio a expectativas de cortes futuros na taxa de juros americana. Com a Selic mantida nos níveis atuais, não é difícil projetar um dólar mais fraco, podendo buscar níveis próximos de R$5,20.

Preços:

Na região de Campinas (SP), o mercado permanece travado. Compradores indicam preços entre R$63,00 e R$64,00, enquanto as pedidas de venda seguem entre R$65,00 e R$66,00, sem avanço nos negócios.

Nas cooperativas: o interesse do comprador gira entre R$57,00 e R$59,00, com ofertas de venda alinhadas entre R$60,00 e R$61,00. No milho tributado, compradores com indicações entre R$66,00 e R$67,00 e os vendedores entre 68 e R$70,00. As tradings sem movimentação agressiva têm indicações entre 65 a 66, queda de 1 real.
 

B3:
CCMU25 – O milho setembro está a R$64,74, em leve queda de 0,04%, trabalhando em região de suporte no Fibonacci. Mercado com pouca amplitude no dia, com atenção às resistências em 65,50 e 66,20. Para baixo, caso perca os 64,74, pode buscar os próximos suportes. Sem sinais claros do dólar e da CBOT, o mercado segue estagnado, atento ao físico, que também permanece travado.

Suportes: S1 64,74 – S2 64,20 – S3 63,50
Resistências: R1 65,50 – R2 66,20 – R3 66,85

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