Depois de semanas de queda, o físico ensaia estabilidade e o comprador volta a ajustar preços. Mas a pressão ainda existe.

Após semanas de queda, o mercado físico de milho em São Paulo apresenta sinais de estabilidade, enquanto compradores ajustam suas indicações. Apesar da reação pontual, a pressão sobre os preços continua e ainda não há confirmação de mudança de tendência.

Mercado

O mercado físico de milho em São Paulo deu uma segurada na sequência de quedas. Quem está abastecido continua fora das compras, acompanhando principalmente as ofertas de milho tributado. Já quem precisa de milho para abastecimento encontrou uma situação um pouco diferente hoje: tentou comprar com indicações mais baixas, não encontrou negócios e precisou ajustar um pouco os preços para cima. Nada muito expressivo, mas o suficiente para fechar alguns lotes aqui em São Paulo e garantir o abastecimento.

O que estamos percebendo nos últimos dias é um mercado físico com preços mais estáveis. O milho vem de uma tendência de queda bastante acentuada e agora procura alguma estabilidade. Talvez estejamos começando a encontrar esse ponto. A questão é observar se haverá espaço para alguma recuperação ou se o mercado continuará ajustando preços para baixo.

O físico caiu bastante nas últimas semanas, e o produtor provavelmente voltará a fazer contas entre vender soja ou milho. Ao mesmo tempo em que temos compradores interessados em fechar negócios com entregas mais para o final de novembro, também encontramos produtores que já não estão tão pressionados para vender agora. A conta piorou tanto que alguns podem optar por aguardar, pelo menos até depois das eleições, para voltar a negociar.

Lá fora, o ambiente também apresenta algumas mudanças. O dólar recupera força hoje, o Ibovespa trabalha em queda e, no mercado internacional, o petróleo e o complexo de soja apresentam altas mais firmes. São movimentos que merecem atenção depois de tantas semanas de pressão sobre os preços.

Nem alta nem queda são infinitas. O mercado já mostrou uma correção importante, mas isso não significa que encontrou seu piso. Da mesma forma, a estabilização dos últimos dias no físico ainda não confirma uma mudança de tendência.

O exercício agora é acompanhar incansavelmente os sinais que o mercado oferece, entender o comportamento de quem compra e de quem vende e avaliar o que realmente está mudando na formação dos preços. É esse trabalho diário que ajuda a separar uma simples pausa na queda de uma possível mudança de direção.

Preços:

Sem alterações em SP e ajustes nas pontas vendedoras.

Campinas (SP): comprador R$ 63,50 | vendedor R$ 65,00
Cooperativas: comprador R$ 58,00 | vendedor R$ 61,00 +1,00
Milho tributado: comprador R$ 67,00 | vendedor R$ 70,00 +1,00

📉 CCMX26 – Novembro/26

O milho novembro trabalha em R$ 65,71, depois de registrar mínima de R$ 65,52. O contrato apresenta uma pequena reação em relação ao pregão anterior, quando trabalhava em R$ 65,52, mas continua acumulando uma correção expressiva nas últimas semanas.

Um ponto importante é a proximidade entre B3 e mercado físico. Considerando o ESALQ de R$ 64,30, indicado no gráfico, o novembro apresenta uma diferença de aproximadamente R$ 1,41 por saca. Esse prêmio, que chegou a R$ 9,20 em agosto, diminuiu expressivamente, mas o indicador físico também vem recuando, mantendo essa relação em constante ajuste.

Pontos de atenção: comportamento dos preços na região de R$ 65,37/65,52, evolução do spread com o ESALQ e movimentação dos contratos próximos das referências de R$ 66,34 e R$ 67,47.

O que merece atenção é que a B3 se aproximou consideravelmente do mercado físico, enquanto o comprador no disponível também começa a encontrar alguma dificuldade para continuar reduzindo suas indicações.

Isso ainda não caracteriza uma estabilização definitiva. O mercado continua trabalhando com oferta disponível, exportações abaixo das expectativas e discussões importantes sobre os estoques de passagem.

A questão agora é observar se essa pequena acomodação dos preços encontrará correspondência no mercado físico ou se teremos apenas uma pausa dentro do movimento de ajuste.

📉 CCMF27 – Janeiro/27

O milho janeiro trabalha em R$ 70,18, depois de registrar mínima de R$ 69,90 e máxima de R$ 70,75. O contrato apresenta uma tentativa de acomodação após a forte sequência de quedas, justamente na região destacada no gráfico como possível formação de fundo.

O IFR de 14 períodos está em 14,67, ainda numa condição de sobrevenda bastante acentuada. O estocástico, por outro lado, mostra uma reação mais expressiva no curtíssimo prazo. Esses movimentos merecem atenção, mas ainda não representam confirmação de que o mercado encontrou uma região definitiva de sustentação.

O contrato permanece abaixo das principais médias móveis, com a média de 7 períodos em R$ 70,55 e a de 13 períodos em R$ 72,10. A região próxima de R$ 70,00 passa a ser uma referência importante para observar se os preços conseguem interromper a sequência de mínimas descendentes.

Mesmo após toda essa correção, janeiro continua apresentando um diferencial importante em relação ao novembro. Considerando novembro em R$ 65,71, temos aproximadamente R$ 4,47 por saca entre os vencimentos. Essa diferença merece acompanhamento diante das expectativas de exportação, consumo interno e estoques de passagem.

Pontos de atenção: comportamento dos preços na região de R$ 69,90/69,26, tentativa de estabilização próxima de R$ 70,22, referências superiores em R$ 70,55 e R$ 72,10 e evolução do diferencial entre os vencimentos.

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Depois de semanas de queda, o físico ensaia estabilidade e o comprador volta a ajustar preços. Mas a pressão ainda existe.

Após semanas de queda, o mercado físico de milho em São Paulo apresenta sinais de estabilidade, enquanto compradores ajustam suas indicações. Apesar da reação pontual, a pressão sobre os preços continua e ainda não há confirmação de mudança de tendência.

Mercado

O mercado físico de milho em São Paulo deu uma segurada na sequência de quedas. Quem está abastecido continua fora das compras, acompanhando principalmente as ofertas de milho tributado. Já quem precisa de milho para abastecimento encontrou uma situação um pouco diferente hoje: tentou comprar com indicações mais baixas, não encontrou negócios e precisou ajustar um pouco os preços para cima. Nada muito expressivo, mas o suficiente para fechar alguns lotes aqui em São Paulo e garantir o abastecimento.

O que estamos percebendo nos últimos dias é um mercado físico com preços mais estáveis. O milho vem de uma tendência de queda bastante acentuada e agora procura alguma estabilidade. Talvez estejamos começando a encontrar esse ponto. A questão é observar se haverá espaço para alguma recuperação ou se o mercado continuará ajustando preços para baixo.

O físico caiu bastante nas últimas semanas, e o produtor provavelmente voltará a fazer contas entre vender soja ou milho. Ao mesmo tempo em que temos compradores interessados em fechar negócios com entregas mais para o final de novembro, também encontramos produtores que já não estão tão pressionados para vender agora. A conta piorou tanto que alguns podem optar por aguardar, pelo menos até depois das eleições, para voltar a negociar.

Lá fora, o ambiente também apresenta algumas mudanças. O dólar recupera força hoje, o Ibovespa trabalha em queda e, no mercado internacional, o petróleo e o complexo de soja apresentam altas mais firmes. São movimentos que merecem atenção depois de tantas semanas de pressão sobre os preços.

Nem alta nem queda são infinitas. O mercado já mostrou uma correção importante, mas isso não significa que encontrou seu piso. Da mesma forma, a estabilização dos últimos dias no físico ainda não confirma uma mudança de tendência.

O exercício agora é acompanhar incansavelmente os sinais que o mercado oferece, entender o comportamento de quem compra e de quem vende e avaliar o que realmente está mudando na formação dos preços. É esse trabalho diário que ajuda a separar uma simples pausa na queda de uma possível mudança de direção.

Preços:

Sem alterações em SP e ajustes nas pontas vendedoras.

Campinas (SP): comprador R$ 63,50 | vendedor R$ 65,00
Cooperativas: comprador R$ 58,00 | vendedor R$ 61,00 +1,00
Milho tributado: comprador R$ 67,00 | vendedor R$ 70,00 +1,00

📉 CCMX26 – Novembro/26

O milho novembro trabalha em R$ 65,71, depois de registrar mínima de R$ 65,52. O contrato apresenta uma pequena reação em relação ao pregão anterior, quando trabalhava em R$ 65,52, mas continua acumulando uma correção expressiva nas últimas semanas.

Um ponto importante é a proximidade entre B3 e mercado físico. Considerando o ESALQ de R$ 64,30, indicado no gráfico, o novembro apresenta uma diferença de aproximadamente R$ 1,41 por saca. Esse prêmio, que chegou a R$ 9,20 em agosto, diminuiu expressivamente, mas o indicador físico também vem recuando, mantendo essa relação em constante ajuste.

Pontos de atenção: comportamento dos preços na região de R$ 65,37/65,52, evolução do spread com o ESALQ e movimentação dos contratos próximos das referências de R$ 66,34 e R$ 67,47.

O que merece atenção é que a B3 se aproximou consideravelmente do mercado físico, enquanto o comprador no disponível também começa a encontrar alguma dificuldade para continuar reduzindo suas indicações.

Isso ainda não caracteriza uma estabilização definitiva. O mercado continua trabalhando com oferta disponível, exportações abaixo das expectativas e discussões importantes sobre os estoques de passagem.

A questão agora é observar se essa pequena acomodação dos preços encontrará correspondência no mercado físico ou se teremos apenas uma pausa dentro do movimento de ajuste.

📉 CCMF27 – Janeiro/27

O milho janeiro trabalha em R$ 70,18, depois de registrar mínima de R$ 69,90 e máxima de R$ 70,75. O contrato apresenta uma tentativa de acomodação após a forte sequência de quedas, justamente na região destacada no gráfico como possível formação de fundo.

O IFR de 14 períodos está em 14,67, ainda numa condição de sobrevenda bastante acentuada. O estocástico, por outro lado, mostra uma reação mais expressiva no curtíssimo prazo. Esses movimentos merecem atenção, mas ainda não representam confirmação de que o mercado encontrou uma região definitiva de sustentação.

O contrato permanece abaixo das principais médias móveis, com a média de 7 períodos em R$ 70,55 e a de 13 períodos em R$ 72,10. A região próxima de R$ 70,00 passa a ser uma referência importante para observar se os preços conseguem interromper a sequência de mínimas descendentes.

Mesmo após toda essa correção, janeiro continua apresentando um diferencial importante em relação ao novembro. Considerando novembro em R$ 65,71, temos aproximadamente R$ 4,47 por saca entre os vencimentos. Essa diferença merece acompanhamento diante das expectativas de exportação, consumo interno e estoques de passagem.

Pontos de atenção: comportamento dos preços na região de R$ 69,90/69,26, tentativa de estabilização próxima de R$ 70,22, referências superiores em R$ 70,55 e R$ 72,10 e evolução do diferencial entre os vencimentos.

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