Milho paulista entra em remarcação, mas tributado limita alta, mas mercado segue de olho no clima americano

O mercado físico de milho ganha firmeza com o clima adverso nos EUA e a recuperação dos futuros, mas a entrada de uma safrinha volumosa continua limitando avanços mais expressivos nos preços. Em São Paulo, compradores e vendedores adotam postura mais cautelosa diante desse cenário equilibrado

O mercado físico de milho em São Paulo segue atento a duas frentes importantes.

A primeira é a safrinha. Temos uma safra generosa, com muito milho ainda para ser colhido e entrar no mercado. Esse volume ainda não exerceu toda a pressão que poderia exercer sobre os preços, mas segue no radar. A oferta tende a crescer nos próximos dias e isso naturalmente limita movimentos mais agressivos de alta no físico.

A segunda frente vem do mercado externo. Mesmo com uma oferta interna crescente, o mercado começa a olhar com mais atenção para a especulação climática nos Estados Unidos, onde uma onda de calor forte acende o alerta sobre as lavouras. Além disso, há demanda mais aquecida na China, clima quente na Europa e fundos aumentando posições compradas nos contratos futuros. São fatores que adicionam prêmio de risco e mudam o humor do mercado.

Ou seja, temos duas forças atuando em direções opostas. De um lado, a entrada da safrinha e o aumento da disponibilidade interna. Do outro, o clima externo, a reação dos fundos e a melhora dos futuros, trazendo sustentação para as cotações.

Nesse ambiente, o mercado físico paulista vem de algumas semanas de estabilidade e agora passa por uma fase de remarcação. O físico está mais firme em preços, com compradores mais presentes e vendedores mais retraídos. Parte dessa retração do vendedor vem justamente da melhora no preço da soja, que permite ao produtor fazer caixa com outro produto e segurar o milho por mais tempo.

Os gráficos também apontam recuperação nos contratos futuros. O mercado se aproxima de regiões de resistência um pouco mais acima. Caso haja rompimento técnico dessas faixas, pode ocorrer uma corrida de ajuste por parte de quem está vendido, com necessidade de recompor ou zerar posições.

Por isso, além dos fundamentos, a parte técnica também passa a ganhar importância nos próximos dias.

Hoje, os preços ficaram mais inalterados. O milho tributado continua aparecendo com boas ofertas e isso impede uma disparada mais forte no mercado paulista. Quando o preço local deixa de ser tão favorável ao comprador em São Paulo, o milho tributado volta a competir, principalmente pelo aproveitamento fiscal que cada empresa consegue fazer dentro da sua composição tributária.

Portanto, a leitura do dia é de um mercado físico mais firme, mas ainda limitado. A safra nova segue como fator de pressão, enquanto o clima externo e os futuros dão sustentação. O momento exige acompanhamento diário, porque o mercado deixou de ser apenas ofertado e passou a trabalhar com forças mais equilibradas

Preços
Mercado com preços estáveis,
Campinas/SP: comprador R$ 64,50 | vendedor R$ 66,50
Cooperativas: comprador R$ 60,00 | vendedor R$ 61,50
Milho tributado: comprador R$ 66,00 | vendedor R$ 68,00
Tradings (safrinha): R$ 65,00/R$ 66,00 e Soja Jul/Ago a R$ 143,20 + alta de 1,20

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Milho paulista entra em remarcação, mas tributado limita alta, mas mercado segue de olho no clima americano

O mercado físico de milho ganha firmeza com o clima adverso nos EUA e a recuperação dos futuros, mas a entrada de uma safrinha volumosa continua limitando avanços mais expressivos nos preços. Em São Paulo, compradores e vendedores adotam postura mais cautelosa diante desse cenário equilibrado

O mercado físico de milho em São Paulo segue atento a duas frentes importantes.

A primeira é a safrinha. Temos uma safra generosa, com muito milho ainda para ser colhido e entrar no mercado. Esse volume ainda não exerceu toda a pressão que poderia exercer sobre os preços, mas segue no radar. A oferta tende a crescer nos próximos dias e isso naturalmente limita movimentos mais agressivos de alta no físico.

A segunda frente vem do mercado externo. Mesmo com uma oferta interna crescente, o mercado começa a olhar com mais atenção para a especulação climática nos Estados Unidos, onde uma onda de calor forte acende o alerta sobre as lavouras. Além disso, há demanda mais aquecida na China, clima quente na Europa e fundos aumentando posições compradas nos contratos futuros. São fatores que adicionam prêmio de risco e mudam o humor do mercado.

Ou seja, temos duas forças atuando em direções opostas. De um lado, a entrada da safrinha e o aumento da disponibilidade interna. Do outro, o clima externo, a reação dos fundos e a melhora dos futuros, trazendo sustentação para as cotações.

Nesse ambiente, o mercado físico paulista vem de algumas semanas de estabilidade e agora passa por uma fase de remarcação. O físico está mais firme em preços, com compradores mais presentes e vendedores mais retraídos. Parte dessa retração do vendedor vem justamente da melhora no preço da soja, que permite ao produtor fazer caixa com outro produto e segurar o milho por mais tempo.

Os gráficos também apontam recuperação nos contratos futuros. O mercado se aproxima de regiões de resistência um pouco mais acima. Caso haja rompimento técnico dessas faixas, pode ocorrer uma corrida de ajuste por parte de quem está vendido, com necessidade de recompor ou zerar posições.

Por isso, além dos fundamentos, a parte técnica também passa a ganhar importância nos próximos dias.

Hoje, os preços ficaram mais inalterados. O milho tributado continua aparecendo com boas ofertas e isso impede uma disparada mais forte no mercado paulista. Quando o preço local deixa de ser tão favorável ao comprador em São Paulo, o milho tributado volta a competir, principalmente pelo aproveitamento fiscal que cada empresa consegue fazer dentro da sua composição tributária.

Portanto, a leitura do dia é de um mercado físico mais firme, mas ainda limitado. A safra nova segue como fator de pressão, enquanto o clima externo e os futuros dão sustentação. O momento exige acompanhamento diário, porque o mercado deixou de ser apenas ofertado e passou a trabalhar com forças mais equilibradas

Preços
Mercado com preços estáveis,
Campinas/SP: comprador R$ 64,50 | vendedor R$ 66,50
Cooperativas: comprador R$ 60,00 | vendedor R$ 61,50
Milho tributado: comprador R$ 66,00 | vendedor R$ 68,00
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