Físico paulista trava: comprador para, vendedor se afasta e a exportação ainda não embala

Sem avanço na exportação e com pouca liquidez, o mercado físico de milho permanece estagnado.

MERCADO

O físico em São Paulo deu uma travada nesta semana. O comprador parou mais e o vendedor se afastou um pouco — as pontas se distanciaram e o negócio esfriou. O produtor não se conforma com o preço atual: compara o valor do início do ano com o de agora e fica de olho na paridade de exportação para sustentar a pedida.

A porta que o vendedor observa é o porto, mas ela não está fácil de abrir. Aparece alguma trading com oportunidade melhor para entrega em novembro, mas com preço fechado e pouco negociável. No CIF Santos, o porto trabalha na casa de R$ 65,00 — nível que, pela logística normal, não atrai demanda. Para rodar volume nesse patamar, seria preciso contar com take-or-pay, o esquema que fez Goiás embarcar volumes generosos no ano passado. Sem esse mecanismo, o fluxo não anda.

Hoje, o pano de fundo externo está esvaziado: feriado nos Estados Unidos, com as bolsas lá fora fechadas. A atenção se volta para o câmbio e o clima. No câmbio, o dólar segue firme, na casa dos R$ 5,20. No clima, o Inmet projeta julho com temperaturas acima da média e maior demanda hídrica em boa parte do país, mas, para a safrinha do Centro-Oeste, já em fase final de ciclo, o tempo seco favorece a maturação e a colheita.

PREÇOS

Campinas/SP – comprador R$ 63,50 (= estável) | vendedor R$ 65,00 (= estável)

Cooperativas – comprador R$ 59,00 (= estável) | vendedor R$ 61,00 (= estável)

Milho tributado – comprador R$ 66,00 (= estável) | vendedor R$ 68,00 (= estável)

Tradings (safrinha) – referência R$ 65,00 (= estável)

As pontas seguem distantes e sem evolução. Com comprador parado e vendedor afastado, faltou negócio para mexer no preço praticado — o mercado ficou indicado, não realizado.

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Físico paulista trava: comprador para, vendedor se afasta e a exportação ainda não embala

Sem avanço na exportação e com pouca liquidez, o mercado físico de milho permanece estagnado.

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O físico em São Paulo deu uma travada nesta semana. O comprador parou mais e o vendedor se afastou um pouco — as pontas se distanciaram e o negócio esfriou. O produtor não se conforma com o preço atual: compara o valor do início do ano com o de agora e fica de olho na paridade de exportação para sustentar a pedida.

A porta que o vendedor observa é o porto, mas ela não está fácil de abrir. Aparece alguma trading com oportunidade melhor para entrega em novembro, mas com preço fechado e pouco negociável. No CIF Santos, o porto trabalha na casa de R$ 65,00 — nível que, pela logística normal, não atrai demanda. Para rodar volume nesse patamar, seria preciso contar com take-or-pay, o esquema que fez Goiás embarcar volumes generosos no ano passado. Sem esse mecanismo, o fluxo não anda.

Hoje, o pano de fundo externo está esvaziado: feriado nos Estados Unidos, com as bolsas lá fora fechadas. A atenção se volta para o câmbio e o clima. No câmbio, o dólar segue firme, na casa dos R$ 5,20. No clima, o Inmet projeta julho com temperaturas acima da média e maior demanda hídrica em boa parte do país, mas, para a safrinha do Centro-Oeste, já em fase final de ciclo, o tempo seco favorece a maturação e a colheita.

PREÇOS

Campinas/SP – comprador R$ 63,50 (= estável) | vendedor R$ 65,00 (= estável)

Cooperativas – comprador R$ 59,00 (= estável) | vendedor R$ 61,00 (= estável)

Milho tributado – comprador R$ 66,00 (= estável) | vendedor R$ 68,00 (= estável)

Tradings (safrinha) – referência R$ 65,00 (= estável)

As pontas seguem distantes e sem evolução. Com comprador parado e vendedor afastado, faltou negócio para mexer no preço praticado — o mercado ficou indicado, não realizado.

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