Comprador recua e espera nova pressão sobre o milho, mas mercado segue estável há dias

Com compradores abastecidos e à espera de uma entrada mais forte da safrinha, o mercado físico de milho permanece lateralizado. A demanda da indústria de etanol ajuda a absorver parte da oferta, enquanto o câmbio ganha importância como possível fator de mudança na dinâmica dos preços.

Mercado
Estamos caminhando para alguns dias de mercado mais estável, sem alterações relevantes de preços. O físico segue aguardando uma entrada mais volumosa de milho da safrinha, que, em teoria, deve aumentar a disputa na venda e pressionar as referências para baixo.
Na prática, porém, a dinâmica ainda muda pouco. O comprador continua abastecido e seletivo, enquanto o vendedor tenta entender até onde a nova oferta poderá pesar sobre os preços. Além disso, o mercado conta com um consumidor importante e estrutural: a indústria de etanol de milho, que ajuda a absorver parte relevante da produção e limita uma pressão ainda maior.
A janela de compra mais oportuna para muitos consumidores tende a ser justamente a safrinha. Por isso, o mercado pode permanecer lateralizado até ficar mais claro qual força vai se impor primeiro: a pressão da entrada da nova safra ou a sustentação gerada por demanda, câmbio e necessidade de recomposição.
O dólar vem chamando atenção. Um fechamento acima de R$ 5,19 pode abrir espaço para a moeda buscar patamares superiores. Caso esse movimento ganhe consistência, a dinâmica do mercado pode mudar, mesmo dentro de um cenário que ainda carrega traços baixistas para os preços do milho.
Por enquanto, o mercado segue em compasso de espera: preços estáveis, comprador sem pressa, vendedor atento à colheita e câmbio como principal ponto de monitoramento.

Preços
Mercado inalterado nas principais referências.
Campinas (SP): comprador R$ 62,00 | vendedor R$ 64,00
Cooperativas: comprador R$ 58,00 | vendedor R$ 59,50
Milho tributado: comprador R$ 66,00 | vendedor R$ 68,00
Tradings (safrinha): R$ 63,50 +0,50

Gráfico
📉 CCMN26 – O milho jul/26 trabalha em R$ 63,74, recuando 0,27%. O contrato renovou a mínima em R$ 63,65 e continua abaixo das principais médias, mantendo uma estrutura técnica claramente baixista.O IFR(9) está em 28,17, dentro da zona de sobrevenda. O ADX(9,9) em 41,81 confirma que a tendência de baixa segue forte e bem definida.


Suportes:
S1 R$ 63,65
S2 R$ 62,73
S3 R$ 62,07
Resistências:
R1 R$ 63,99 / R$ 64,15
R2 R$ 64,32 / R$ 64,54
R3 R$ 65,37


Cenário provável: a condição de sobrevenda pode gerar algum repique técnico, mas ainda sem sinal de reversão. Para aliviar a pressão, o contrato precisa recuperar primeiro R$ 63,99/R$ 64,15 e depois R$ 64,32/R$ 64,54. A perda de R$ 63,65 mantém o mercado exposto a níveis mais baixos.


📉 CCMU26 – O milho set/26 está em R$ 66,75, recuando 0,07%. O contrato segue próximo das mínimas recentes e abaixo das médias mais importantes, mas demonstra alguma acomodação na região de suporte.
O IFR(9) está em 36,55, indicando fraqueza, porém fora da sobrevenda. O ADX(9,9) em 30,86 mostra que a tendência de baixa continua presente, embora com menos intensidade do que no vencimento julho.


Suportes:
S1 R$ 66,58 / R$ 66,34
S2 R$ 66,21
S3 R$ 65,79 / R$ 65,38
Resistências:
R1 R$ 66,95 / R$ 66,98
R2 R$ 67,22
R3 R$ 67,70 / R$ 68,06


Cenário provável: o setembro tenta formar uma base, mas precisa recuperar R$ 66,95/R$ 67,22 para mostrar melhora no curto prazo. A perda de R$ 66,58/R$ 66,34 volta a direcionar o contrato para R$ 66,21.


📊 CCMX26 – O milho nov/26 trabalha em R$ 70,20, praticamente estável. O vencimento sustenta prêmio em relação aos contratos mais curtos, mas permanece abaixo das médias relevantes e ainda sem força compradora consistente.
O IFR(9) está em 34,64, mostrando mercado enfraquecido. O ADX(9,9) em 10,90 indica baixa força direcional, característica de um mercado lateral e em processo de acomodação.


Suportes:
S1 R$ 70,15 / R$ 69,99
S2 R$ 69,38
S3 R$ 69,00
Resistências:
R1 R$ 70,37 / R$ 70,40
R2 R$ 70,56 / R$ 70,75
R3 R$ 70,98 / R$ 71,23


Cenário provável: o novembro segue lateral, mas ainda pressionado pelas médias. A recuperação de R$ 70,37/R$ 70,56 pode abrir espaço para R$ 70,75/R$ 70,98. A perda de R$ 69,99 aumenta o risco de retorno para R$ 69,38/R$ 69,00.
Leitura da curva: julho continua sendo o vencimento mais pressionado, já em sobrevenda. Setembro mostra alguma acomodação, enquanto novembro sustenta um prêmio relevante, mas ainda sem tendência de alta confirmada.

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Comprador recua e espera nova pressão sobre o milho, mas mercado segue estável há dias

Com compradores abastecidos e à espera de uma entrada mais forte da safrinha, o mercado físico de milho permanece lateralizado. A demanda da indústria de etanol ajuda a absorver parte da oferta, enquanto o câmbio ganha importância como possível fator de mudança na dinâmica dos preços.

Mercado
Estamos caminhando para alguns dias de mercado mais estável, sem alterações relevantes de preços. O físico segue aguardando uma entrada mais volumosa de milho da safrinha, que, em teoria, deve aumentar a disputa na venda e pressionar as referências para baixo.
Na prática, porém, a dinâmica ainda muda pouco. O comprador continua abastecido e seletivo, enquanto o vendedor tenta entender até onde a nova oferta poderá pesar sobre os preços. Além disso, o mercado conta com um consumidor importante e estrutural: a indústria de etanol de milho, que ajuda a absorver parte relevante da produção e limita uma pressão ainda maior.
A janela de compra mais oportuna para muitos consumidores tende a ser justamente a safrinha. Por isso, o mercado pode permanecer lateralizado até ficar mais claro qual força vai se impor primeiro: a pressão da entrada da nova safra ou a sustentação gerada por demanda, câmbio e necessidade de recomposição.
O dólar vem chamando atenção. Um fechamento acima de R$ 5,19 pode abrir espaço para a moeda buscar patamares superiores. Caso esse movimento ganhe consistência, a dinâmica do mercado pode mudar, mesmo dentro de um cenário que ainda carrega traços baixistas para os preços do milho.
Por enquanto, o mercado segue em compasso de espera: preços estáveis, comprador sem pressa, vendedor atento à colheita e câmbio como principal ponto de monitoramento.

Preços
Mercado inalterado nas principais referências.
Campinas (SP): comprador R$ 62,00 | vendedor R$ 64,00
Cooperativas: comprador R$ 58,00 | vendedor R$ 59,50
Milho tributado: comprador R$ 66,00 | vendedor R$ 68,00
Tradings (safrinha): R$ 63,50 +0,50

Gráfico
📉 CCMN26 – O milho jul/26 trabalha em R$ 63,74, recuando 0,27%. O contrato renovou a mínima em R$ 63,65 e continua abaixo das principais médias, mantendo uma estrutura técnica claramente baixista.O IFR(9) está em 28,17, dentro da zona de sobrevenda. O ADX(9,9) em 41,81 confirma que a tendência de baixa segue forte e bem definida.


Suportes:
S1 R$ 63,65
S2 R$ 62,73
S3 R$ 62,07
Resistências:
R1 R$ 63,99 / R$ 64,15
R2 R$ 64,32 / R$ 64,54
R3 R$ 65,37


Cenário provável: a condição de sobrevenda pode gerar algum repique técnico, mas ainda sem sinal de reversão. Para aliviar a pressão, o contrato precisa recuperar primeiro R$ 63,99/R$ 64,15 e depois R$ 64,32/R$ 64,54. A perda de R$ 63,65 mantém o mercado exposto a níveis mais baixos.


📉 CCMU26 – O milho set/26 está em R$ 66,75, recuando 0,07%. O contrato segue próximo das mínimas recentes e abaixo das médias mais importantes, mas demonstra alguma acomodação na região de suporte.
O IFR(9) está em 36,55, indicando fraqueza, porém fora da sobrevenda. O ADX(9,9) em 30,86 mostra que a tendência de baixa continua presente, embora com menos intensidade do que no vencimento julho.


Suportes:
S1 R$ 66,58 / R$ 66,34
S2 R$ 66,21
S3 R$ 65,79 / R$ 65,38
Resistências:
R1 R$ 66,95 / R$ 66,98
R2 R$ 67,22
R3 R$ 67,70 / R$ 68,06


Cenário provável: o setembro tenta formar uma base, mas precisa recuperar R$ 66,95/R$ 67,22 para mostrar melhora no curto prazo. A perda de R$ 66,58/R$ 66,34 volta a direcionar o contrato para R$ 66,21.


📊 CCMX26 – O milho nov/26 trabalha em R$ 70,20, praticamente estável. O vencimento sustenta prêmio em relação aos contratos mais curtos, mas permanece abaixo das médias relevantes e ainda sem força compradora consistente.
O IFR(9) está em 34,64, mostrando mercado enfraquecido. O ADX(9,9) em 10,90 indica baixa força direcional, característica de um mercado lateral e em processo de acomodação.


Suportes:
S1 R$ 70,15 / R$ 69,99
S2 R$ 69,38
S3 R$ 69,00
Resistências:
R1 R$ 70,37 / R$ 70,40
R2 R$ 70,56 / R$ 70,75
R3 R$ 70,98 / R$ 71,23


Cenário provável: o novembro segue lateral, mas ainda pressionado pelas médias. A recuperação de R$ 70,37/R$ 70,56 pode abrir espaço para R$ 70,75/R$ 70,98. A perda de R$ 69,99 aumenta o risco de retorno para R$ 69,38/R$ 69,00.
Leitura da curva: julho continua sendo o vencimento mais pressionado, já em sobrevenda. Setembro mostra alguma acomodação, enquanto novembro sustenta um prêmio relevante, mas ainda sem tendência de alta confirmada.

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