SP segue sem sinais de reação aos preços; colheita avança e pressão pode vir de fora

Mercado do milho segue pressionado, sem força para reação nos preços.
Apesar da colheita farta em São Paulo, o excesso de oferta esbarra na falta de espaço para armazenagem e na estratégia de espera dos compradores. O cenário internacional também pesa, com safra recorde nos EUA e volatilidade na B3.

Mercado:
Em São Paulo, o mercado de milho não dá sinais de retomada nos preços, mas os produtores ainda aguardam por esse momento enquanto a colheita segue avançando. Um ponto relevante é o fluxo de entrada do milho nos armazéns: não há capacidade para estocar todo o volume, e muitos terão de recorrer ao aluguel de espaços até a decisão de venda por parte do produtor.

Pelo lado da demanda, a espera também é uma estratégia que pesa nas negociações. Alguns compradores conseguem reduzir as ofertas, mas de forma limitada. A colheita local é boa e farta, mas o cenário internacional merece atenção: a safra americana já supera 430 milhões de toneladas e algumas consultorias projetam 450 milhões. Em algum momento, esse volume vai pesar no mercado, e há sinais de que ainda não foi totalmente precificado pelo CBOT. No radar, o relatório do USDA, no dia 12, e o da Conab, no dia 14, que podem trazer ajustes importantes às projeções de oferta e demanda.

Preço:

Na região de Campinas (SP), o mercado permanece travado. Compradores indicam preços entre R$63,00 e R$64,00 , enquanto as pedidas de venda seguem entre R$65,00 e R$66,00, sem avanço  nos negócios. Nas cooperativas, o cenário é semelhante: o interesse do comprador gira entre R$57,00 e R$59,00, com ofertas de vendas alinhadas entre R$60,00 e R$61,00.  No milho tributado, compradores com indicações entre R$65,00 a R$68,00, queda de 1 real. 

B3:

CCUM25 – O milho setembro (CCMU25) está cotado a R$65,15, ainda operando abaixo do suporte curto de R$66,10. A perda desse patamar gera desconforto e mantém o mercado volátil, com o suporte imediato em R$65,60 (S1) que está perdendo agora. Na alta, o contrato segue respeitando a média móvel de 100 períodos (R$66,70), o que reforça a resistência firme em R$67,00 (R1). A superação consistente desse nível deve abrir espaço para alvos em R$67,73 (R2) e R$68,09 (R3). Por ora, o mercado não apresenta sinais técnicos de sobre compra.

Suportes: S1 65,60 – S2 64,98 – S3 64,20

Resistências: R1 67,00 – R2 67,73 – R3 68,09 

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Mercado do milho segue pressionado, sem força para reação nos preços. Apesar da colheita farta em São Paulo, o excesso de oferta esbarra na falta de espaço para armazenagem e na estratégia de espera dos compradores. O cenário internacional também pesa, com safra recorde nos EUA e volatilidade na B3.

Mercado:
Em São Paulo, o mercado de milho não dá sinais de retomada nos preços, mas os produtores ainda aguardam por esse momento enquanto a colheita segue avançando. Um ponto relevante é o fluxo de entrada do milho nos armazéns: não há capacidade para estocar todo o volume, e muitos terão de recorrer ao aluguel de espaços até a decisão de venda por parte do produtor.

Pelo lado da demanda, a espera também é uma estratégia que pesa nas negociações. Alguns compradores conseguem reduzir as ofertas, mas de forma limitada. A colheita local é boa e farta, mas o cenário internacional merece atenção: a safra americana já supera 430 milhões de toneladas e algumas consultorias projetam 450 milhões. Em algum momento, esse volume vai pesar no mercado, e há sinais de que ainda não foi totalmente precificado pelo CBOT. No radar, o relatório do USDA, no dia 12, e o da Conab, no dia 14, que podem trazer ajustes importantes às projeções de oferta e demanda.

Preço:

Na região de Campinas (SP), o mercado permanece travado. Compradores indicam preços entre R$63,00 e R$64,00 , enquanto as pedidas de venda seguem entre R$65,00 e R$66,00, sem avanço  nos negócios. Nas cooperativas, o cenário é semelhante: o interesse do comprador gira entre R$57,00 e R$59,00, com ofertas de vendas alinhadas entre R$60,00 e R$61,00.  No milho tributado, compradores com indicações entre R$65,00 a R$68,00, queda de 1 real. 

B3:

CCUM25 – O milho setembro (CCMU25) está cotado a R$65,15, ainda operando abaixo do suporte curto de R$66,10. A perda desse patamar gera desconforto e mantém o mercado volátil, com o suporte imediato em R$65,60 (S1) que está perdendo agora. Na alta, o contrato segue respeitando a média móvel de 100 períodos (R$66,70), o que reforça a resistência firme em R$67,00 (R1). A superação consistente desse nível deve abrir espaço para alvos em R$67,73 (R2) e R$68,09 (R3). Por ora, o mercado não apresenta sinais técnicos de sobre compra.

Suportes: S1 65,60 – S2 64,98 – S3 64,20

Resistências: R1 67,00 – R2 67,73 – R3 68,09 

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