Boi: Baixa demanda da indústria pode pressionar físico esta semana

A demanda mais lenta da indústria pode limitar a reação dos preços do boi gordo no mercado físico ao longo da semana, mantendo os negócios mais cautelosos.

O mercado físico do boi gordo encerrou a semana com pouca movimentação e preços praticamente estáveis, refletindo a baixa liquidez das negociações e a postura cautelosa de frigoríficos e pecuaristas. Com a proximidade da segunda quinzena do mês, quando a população costuma comprar menos carne bovina, os preços tendem a cair. Além disso, frigoríficos exportadores estão “tirando o pé” na formação de estoques da proteína vermelha para embarques à China, tendo em vista que a cota prevista pelo gigante asiático para o Brasil deve se esgotar em breve.

Segundo boletim do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), o feriado da Revolução Constitucionalista no Estado de São Paulo reduziu ainda mais o ritmo dos negócios na quinta-feira e, depois, na sexta-feira, após parte dos frigoríficos já ter deixado as compras no meio da semana, devendo retornar às negociações apenas na segunda ou terça-feira.

Com menor necessidade de compra, os negócios ocorreram praticamente nos mesmos valores praticados no início da semana. A pressão continua vindo dos dois lados: enquanto as indústrias compram pouco, os pecuaristas seguem resistentes aos preços ofertados. Além disso, o consumo lento de carne bovina no mercado interno continua limitando uma reação das cotações.

Na praça de referência do País, São Paulo, a Datagro apurou queda na arroba do boi gordo, cotada a R$ 326,30 por arroba, recuo de 0,23%. O Cepea informou que houve procura por parte dos compradores, mas os frigoríficos encontraram dificuldades para completar as escalas de abate diante da ausência dos pecuaristas no mercado, fator que contribuiu para a manutenção dos preços.

Na sexta-feira, o valor à vista do indicador do boi gordo Esalq/B3 ficou em R$ 326,65/arroba (+0,60%). A prazo, a cotação ficou em R$ 330,61/arroba (+0,60%).

No mercado futuro do boi gordo na B3, o vencimento julho, o mais negociado, terminou a semana cotado a R$ 330,10, queda de R$ 0,20 por arroba. Em sete dias, este vencimento acumula alta de R$ 2,40 por arroba.

Em outras praças do País, o Cepea destacou que, no Pará, a retração dos pecuaristas sustentou a firmeza das cotações, com negócios entre R$ 310 e R$ 320 por arroba, embora as negociações sigam ocorrendo em pequenos lotes. As escalas de abate variaram entre dois e dez dias. Segundo levantamento da Datagro, houve queda em quatro praças, além de São Paulo, e alta em quatro. O recuo mais expressivo ocorreu em Minas Gerais, com queda de 0,54%, para R$ 312,28 por arroba. A maior alta foi registrada, segundo a Datagro, em Mato Grosso do Sul, de 0,50%, a R$ 332,42 por arroba.

No mercado atacadista de carne bovina na Grande São Paulo, a carcaça casada de boi foi cotada em R$ 23,75 por quilo, com queda de 0,08% no dia e recuo acumulado de 1,21% no mês, conforme dados do Cepea. A carcaça casada da fêmea fechou em R$ 21,99 por quilo, baixa de 0,09% no dia e de 1,04% no acumulado de julho.

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Boi: Baixa demanda da indústria pode pressionar físico esta semana

A demanda mais lenta da indústria pode limitar a reação dos preços do boi gordo no mercado físico ao longo da semana, mantendo os negócios mais cautelosos.

O mercado físico do boi gordo encerrou a semana com pouca movimentação e preços praticamente estáveis, refletindo a baixa liquidez das negociações e a postura cautelosa de frigoríficos e pecuaristas. Com a proximidade da segunda quinzena do mês, quando a população costuma comprar menos carne bovina, os preços tendem a cair. Além disso, frigoríficos exportadores estão “tirando o pé” na formação de estoques da proteína vermelha para embarques à China, tendo em vista que a cota prevista pelo gigante asiático para o Brasil deve se esgotar em breve.

Segundo boletim do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), o feriado da Revolução Constitucionalista no Estado de São Paulo reduziu ainda mais o ritmo dos negócios na quinta-feira e, depois, na sexta-feira, após parte dos frigoríficos já ter deixado as compras no meio da semana, devendo retornar às negociações apenas na segunda ou terça-feira.

Com menor necessidade de compra, os negócios ocorreram praticamente nos mesmos valores praticados no início da semana. A pressão continua vindo dos dois lados: enquanto as indústrias compram pouco, os pecuaristas seguem resistentes aos preços ofertados. Além disso, o consumo lento de carne bovina no mercado interno continua limitando uma reação das cotações.

Na praça de referência do País, São Paulo, a Datagro apurou queda na arroba do boi gordo, cotada a R$ 326,30 por arroba, recuo de 0,23%. O Cepea informou que houve procura por parte dos compradores, mas os frigoríficos encontraram dificuldades para completar as escalas de abate diante da ausência dos pecuaristas no mercado, fator que contribuiu para a manutenção dos preços.

Na sexta-feira, o valor à vista do indicador do boi gordo Esalq/B3 ficou em R$ 326,65/arroba (+0,60%). A prazo, a cotação ficou em R$ 330,61/arroba (+0,60%).

No mercado futuro do boi gordo na B3, o vencimento julho, o mais negociado, terminou a semana cotado a R$ 330,10, queda de R$ 0,20 por arroba. Em sete dias, este vencimento acumula alta de R$ 2,40 por arroba.

Em outras praças do País, o Cepea destacou que, no Pará, a retração dos pecuaristas sustentou a firmeza das cotações, com negócios entre R$ 310 e R$ 320 por arroba, embora as negociações sigam ocorrendo em pequenos lotes. As escalas de abate variaram entre dois e dez dias. Segundo levantamento da Datagro, houve queda em quatro praças, além de São Paulo, e alta em quatro. O recuo mais expressivo ocorreu em Minas Gerais, com queda de 0,54%, para R$ 312,28 por arroba. A maior alta foi registrada, segundo a Datagro, em Mato Grosso do Sul, de 0,50%, a R$ 332,42 por arroba.

No mercado atacadista de carne bovina na Grande São Paulo, a carcaça casada de boi foi cotada em R$ 23,75 por quilo, com queda de 0,08% no dia e recuo acumulado de 1,21% no mês, conforme dados do Cepea. A carcaça casada da fêmea fechou em R$ 21,99 por quilo, baixa de 0,09% no dia e de 1,04% no acumulado de julho.

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