Mercado
O mercado futuro de milho navega na aposta de que o clima, lá na frente, pode entregar uma quebra mais severa na produção. É essa “corrida” por risco climático que vem dando combustível para os preços futuros esticarem. Nessa situação, só o tempo vai dizer se o movimento vai ganhar peso de fundamento — ou se foi apenas uma antecipação especulativa que ainda precisa de confirmação.
No mercado físico, o cenário segue sem grandes alterações. Venho reforçando que podemos até ter mais estabilidade nos indicadores, mas, por enquanto, não vejo negócios pagando mais caro: as ofertas continuam boas e o comprador segue recuado, comprando o necessário e evitando entrar na pilha.
Lá fora, a tensão geopolítica tende a continuar por mais tempo, e o efeito inflacionário ainda pode pesar no bolso do brasileiro. Por enquanto, o dólar orbitando os R$ 5,00 e uma taxa de juros ainda elevada ajudam a segurar parte da pressão, mas quando o mercado enxergar corte de juros acelerando, o câmbio pode voltar a ficar mais alto rapidamente. É um cenário curioso: otimismo no mercado, mas aperto no consumo, visível no dia a dia.
No setor de ovos, a leitura é de oferta sobrando e preços em queda, o que deixa a demanda por milho mais “estudada”. Não vejo recuo estrutural de consumo, mas sim cautela e gestão fina de estoque. Dias difíceis: volatilidade, muito ruído e especulação — é hora de apertar os cintos e separar bem o que é movimento de tela do que é fundamento.
Preços
O mercado segue com preços inalterados.
Campinas (SP): comprador R$ 65,00 | vendedor R$ 68,00
Cooperativas: comprador R$ 61,00 | vendedor R$ 64,00
Milho tributado: comprador R$ 69,00 | vendedor R$ 71,00
Tradings (safrinha): R$ 66,00