O mercado segue com boas ofertas de produtores paulistas e do Sul de Minas, além de milho tributado chegando em São Paulo. O ponto é que o comprador não quer comprar agora: prefere esperar e o mercado fica sem liquidez.
Lá fora, a tensão voltou e o petróleo volta a subir. Isso ainda não mexe diretamente com o preço do milho por enquanto, mas o setor de etanol já se posiciona para produzir mais e competir com o mercado de combustíveis. O repasse de custos demora, mas não falha: tudo fica mais caro para produzir e a perda de poder de compra tende a aparecer no bolso.
No clima, a safrinha 2025/26 está com o plantio praticamente concluído dentro da janela ideal, com boa umidade no Centro-Oeste, mas com bolsões de irregularidade no Paraná e déficit hídrico em RS/SC. A projeção de chuvas abaixo da média em abril-maio eleva o risco de déficit hídrico na fase crítica de enchimento de grãos, e o viés de transição para El Niño no meio do ano ainda parece pouco precificado.