‘Não é possível em 10 a 15 dias dar vazão a tudo o que seria exportado aos EUA’

O ministro Carlos Fávaro afirmou que o governo intensificará a busca por novos mercados para os produtos agropecuários brasileiros diante das tarifas impostas pelos EUA, mas reconheceu que não é possível redirecionar, em poucos dias, toda a produção destinada ao país norte-americano.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, voltou a afirmar que é uma determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontrar alternativas para a produção brasileira em relação às exportações de produtos agropecuários aos Estados Unidos.

“É determinação do presidente Lula que este papel de abrir e ampliar mercados seja intensificado, de achar alternativas para essa produção brasileira”, disse Fávaro a jornalistas após reunião do setor agropecuário no âmbito do comitê interministerial que discute as reações do governo brasileiro ao tarifaço dos Estados Unidos.

O ministro acrescentou que a pasta vai intensificar a busca por alternativas às exportações: “Mas já com o reconhecimento de que não é possível, em 10 a 15 dias, dar destino a tudo isso que se produz no Brasil e que é vendido aos EUA”, afirmou. “O diálogo está aberto na parte brasileira, mas com respeito à soberania e muita altivez”, pontuou.

Questionado se o governo discute eventual adoção de cotas para exportação de produtos agropecuários aos Estados Unidos, Fávaro negou que o tema esteja na mesa de opções em estudo.

Após a mesma reunião, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, disse que representantes do agronegócio pediram a extensão do prazo para o início da aplicação da sobretaxa de 50% sobre os produtos brasileiros exportados para os EUA. No entanto, ele negou que o governo Lula esteja trabalhando por essa dilatação do prazo.

“Houve uma colocação aqui de que o prazo é exíguo, foi pedido um prazo maior, mas a ideia do governo não é pedir que o prazo seja estendido, e sim procurar resolver até o dia 31 (de julho)”, afirmou Alckmin. “Então, o governo vai trabalhar para tentar resolver e avançar nesse trabalho nos próximos dias.”

Alckmin classificou a reunião com representantes do agro como “bastante proveitosa”. Participaram cerca de 20 representantes do setor, entre eles membros do Cecafé, da Abiec, da CitrusBR e da Abrafrutas.

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‘Não é possível em 10 a 15 dias dar vazão a tudo o que seria exportado aos EUA’

O ministro Carlos Fávaro afirmou que o governo intensificará a busca por novos mercados para os produtos agropecuários brasileiros diante das tarifas impostas pelos EUA, mas reconheceu que não é possível redirecionar, em poucos dias, toda a produção destinada ao país norte-americano.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, voltou a afirmar que é uma determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontrar alternativas para a produção brasileira em relação às exportações de produtos agropecuários aos Estados Unidos.

“É determinação do presidente Lula que este papel de abrir e ampliar mercados seja intensificado, de achar alternativas para essa produção brasileira”, disse Fávaro a jornalistas após reunião do setor agropecuário no âmbito do comitê interministerial que discute as reações do governo brasileiro ao tarifaço dos Estados Unidos.

O ministro acrescentou que a pasta vai intensificar a busca por alternativas às exportações: “Mas já com o reconhecimento de que não é possível, em 10 a 15 dias, dar destino a tudo isso que se produz no Brasil e que é vendido aos EUA”, afirmou. “O diálogo está aberto na parte brasileira, mas com respeito à soberania e muita altivez”, pontuou.

Questionado se o governo discute eventual adoção de cotas para exportação de produtos agropecuários aos Estados Unidos, Fávaro negou que o tema esteja na mesa de opções em estudo.

Após a mesma reunião, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, disse que representantes do agronegócio pediram a extensão do prazo para o início da aplicação da sobretaxa de 50% sobre os produtos brasileiros exportados para os EUA. No entanto, ele negou que o governo Lula esteja trabalhando por essa dilatação do prazo.

“Houve uma colocação aqui de que o prazo é exíguo, foi pedido um prazo maior, mas a ideia do governo não é pedir que o prazo seja estendido, e sim procurar resolver até o dia 31 (de julho)”, afirmou Alckmin. “Então, o governo vai trabalhar para tentar resolver e avançar nesse trabalho nos próximos dias.”

Alckmin classificou a reunião com representantes do agro como “bastante proveitosa”. Participaram cerca de 20 representantes do setor, entre eles membros do Cecafé, da Abiec, da CitrusBR e da Abrafrutas.

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