Milho: Chicago termina em leve baixa com realização de lucros

Milho fecha em leve baixa em Chicago após seis sessões de alta, pressionado pela realização de lucros. Conflitos no Mar Negro e perspectivas de menor produção seguem sustentando o mercado.

Os futuros de milho fecharam em leve baixa nesta quinta-feira na Bolsa de Chicago (CBOT). O mercado passou por uma realização de lucros após ter subido nos seis pregões anteriores e acumulado valorização de 9,94% no período.

“Com as perspectivas de queda na produção dos EUA e as exportações de milho pelo Mar Negro praticamente interrompidas, espera-se que o milho seja negociado em níveis mais altos ao longo do tempo”, disse Doug Bergman, da RCM Alternatives, em nota. No entanto, no curto prazo, “o mercado está muito sobrecomprado. Portanto, quem estiver comprando agora precisa estar preparado para enfrentar uma possível correção forte, que pode ocorrer a qualquer momento”, afirmou.

O contrato do milho com vencimento em dezembro recuou 3,00 cents (0,56%), para US$ 5,3350 por bushel.

Além da menor estimativa para a safra dos Estados Unidos, o milho vem sendo impulsionado pelo conflito no Mar Negro e pela expectativa de redução da produção na Europa. “A guerra entre Rússia e Ucrânia parece estar se intensificando e, portanto, se os portos não conseguirem exportar trigo, também não conseguirão exportar milho”, disse Sherman Newlin, da Zaner Ag Hedge, em nota.

“Todos esses fatores são altistas e se combinam com uma seca na Europa, uma possível redução da safra nos EUA e a possibilidade de seca no Brasil, sem mencionar a enorme demanda por milho.” Newlin observou, porém, que o mercado está ficando seriamente sobrecomprado e que “preços mais altos acabarão desacelerando parte da demanda”.

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou, nesta quinta-feira, que exportadores do país venderam 31,2 mil toneladas de milho da safra 2025/26 na semana encerrada em 20 de agosto. O volume representa queda de 87% em relação à semana anterior e de 89% na comparação com a média das últimas quatro semanas.

Para 2026/27, foram relatadas vendas de 1,07 milhão de toneladas. A soma das vendas das duas safras, de 1,1 milhão de toneladas, ficou dentro das estimativas dos analistas, que variavam de 800 mil a 1,6 milhão de toneladas.

Veja como ficaram os principais contratos na CBOT:

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Milho fecha em leve baixa em Chicago após seis sessões de alta, pressionado pela realização de lucros. Conflitos no Mar Negro e perspectivas de menor produção seguem sustentando o mercado.

Os futuros de milho fecharam em leve baixa nesta quinta-feira na Bolsa de Chicago (CBOT). O mercado passou por uma realização de lucros após ter subido nos seis pregões anteriores e acumulado valorização de 9,94% no período.

“Com as perspectivas de queda na produção dos EUA e as exportações de milho pelo Mar Negro praticamente interrompidas, espera-se que o milho seja negociado em níveis mais altos ao longo do tempo”, disse Doug Bergman, da RCM Alternatives, em nota. No entanto, no curto prazo, “o mercado está muito sobrecomprado. Portanto, quem estiver comprando agora precisa estar preparado para enfrentar uma possível correção forte, que pode ocorrer a qualquer momento”, afirmou.

O contrato do milho com vencimento em dezembro recuou 3,00 cents (0,56%), para US$ 5,3350 por bushel.

Além da menor estimativa para a safra dos Estados Unidos, o milho vem sendo impulsionado pelo conflito no Mar Negro e pela expectativa de redução da produção na Europa. “A guerra entre Rússia e Ucrânia parece estar se intensificando e, portanto, se os portos não conseguirem exportar trigo, também não conseguirão exportar milho”, disse Sherman Newlin, da Zaner Ag Hedge, em nota.

“Todos esses fatores são altistas e se combinam com uma seca na Europa, uma possível redução da safra nos EUA e a possibilidade de seca no Brasil, sem mencionar a enorme demanda por milho.” Newlin observou, porém, que o mercado está ficando seriamente sobrecomprado e que “preços mais altos acabarão desacelerando parte da demanda”.

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou, nesta quinta-feira, que exportadores do país venderam 31,2 mil toneladas de milho da safra 2025/26 na semana encerrada em 20 de agosto. O volume representa queda de 87% em relação à semana anterior e de 89% na comparação com a média das últimas quatro semanas.

Para 2026/27, foram relatadas vendas de 1,07 milhão de toneladas. A soma das vendas das duas safras, de 1,1 milhão de toneladas, ficou dentro das estimativas dos analistas, que variavam de 800 mil a 1,6 milhão de toneladas.

Veja como ficaram os principais contratos na CBOT:

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