Safra cheia, exportações lentas e compradores recuados aumentam a pressão sobre os preços do milho no mercado físico.

16 de setembro, 2026/
Copom corta Selic pela quinta vez consecutiva, levando a taxa básica de juros a 13,75% ao ano.
Safra cheia, exportações lentas e compradores recuados aumentam a pressão sobre os preços do milho no mercado físico.

Mercado
O mercado físico de milho em São Paulo trabalha de lado, mas já com uma propensão maior a ajustes negativos. Temos uma produção robusta, estoques elevados e uma exportação lenta — e lenta de verdade. Os números que comentamos ontem ajudam a explicar por que essa pressão começa a ganhar mais espaço.
O produtor ainda tem contas para pagar no fim do mês e precisa gerar caixa. A soja talvez comece a ser mais preservada, enquanto o milho pode entrar com mais força na comercialização antes da virada do ano. Pode parecer cedo para falar nisso, mas, em termos de estratégia, quem fizer a conta antes pode ter mais liberdade de negociação. Se o produtor esperar o mesmo timing que a maioria, pode acabar encontrando menos espaço para manobra quando todo mundo resolver vender ao mesmo tempo.
Lá fora, a CBOT trabalha mais negativa em milho, soja e trigo. O petróleo também acelera a queda e ajuda a esfriar o ambiente de risco. O dólar, porém, aparece mais pressionado no momento e pode trazer algum suporte, evitando uma correção mais rápida por aqui.
Outro ponto importante é o comportamento das cooperativas. Algumas já estão próximas de reduzir preços de balcão porque não conseguem girar volume. O comprador segue bem recuado, tanto no interior quanto na região de Campinas, e isso aumenta a dificuldade para quem precisa vender.
As contas estão ficando mais claras: a B3 carrega cerca de R$ 6,00 acima do ESALQ no primeiro vencimento e quase R$ 11,00 no janeiro/27. Esse spread precisa ser observado com atenção. O mercado ainda pode carregar prêmio, mas em algum momento vai precisar justificar essa diferença com físico, exportação ou novos fatores de risco.
Preços:
Preços recuando…
Campinas (SP): comprador R$ 68,50 -0,50 | vendedor R$ 71,00 =0,00
Cooperativas: comprador R$ 62,50 -0,50 | vendedor R$ 64,00 =0,00
Milho tributado: comprador R$ 73,00 -1,00 | vendedor R$ 76,00 -1,00
📉 CCMX26 – O milho novembro/26 trabalha em 75,97 e segue pressionado depois de perder uma região importante de sustentação entre 76,39/76,28. O contrato já opera abaixo das médias curtas e agora encosta na média de 40 períodos, em 75,86.
Suportes: S1 75,86/75,55 – S2 75,37 – S3 74,50/73,60
Resistências: R1 76,28/76,39 – R2 76,91/77,07 – R3 77,17/77,42
Cenário provável: a região de 75,86/75,55 é decisiva. Enquanto conseguir defendê-la, o contrato pode tentar uma reação para 76,28/76,39. Para melhorar de verdade o desenho, precisa recuperar 76,91/77,07. Por outro lado, se perder 75,55, a correção ganha espaço e pode buscar 75,37; abaixo dessa faixa, o movimento pode acelerar para 74,50 e depois 73,60.
Leitura principal: o novembro perdeu a força que carregava anteriormente e agora testa um suporte estrutural importante. A tendência maior ainda não está totalmente desmontada, mas a perda definitiva de 75,55 colocaria em dúvida a sustentação do canal de alta e abriria espaço para um ajuste mais profundo.

Copom corta Selic pela quinta vez consecutiva, levando a taxa básica de juros a 13,75% ao ano.

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Safra cheia, exportações lentas e compradores recuados aumentam a pressão sobre os preços do milho no mercado físico.

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Oferta restrita, fretes elevados e portos mais competitivos pressionam compradores e sustentam novas altas no mercado de milho.

Mercado
O mercado físico de milho em São Paulo trabalha de lado, mas já com uma propensão maior a ajustes negativos. Temos uma produção robusta, estoques elevados e uma exportação lenta — e lenta de verdade. Os números que comentamos ontem ajudam a explicar por que essa pressão começa a ganhar mais espaço.
O produtor ainda tem contas para pagar no fim do mês e precisa gerar caixa. A soja talvez comece a ser mais preservada, enquanto o milho pode entrar com mais força na comercialização antes da virada do ano. Pode parecer cedo para falar nisso, mas, em termos de estratégia, quem fizer a conta antes pode ter mais liberdade de negociação. Se o produtor esperar o mesmo timing que a maioria, pode acabar encontrando menos espaço para manobra quando todo mundo resolver vender ao mesmo tempo.
Lá fora, a CBOT trabalha mais negativa em milho, soja e trigo. O petróleo também acelera a queda e ajuda a esfriar o ambiente de risco. O dólar, porém, aparece mais pressionado no momento e pode trazer algum suporte, evitando uma correção mais rápida por aqui.
Outro ponto importante é o comportamento das cooperativas. Algumas já estão próximas de reduzir preços de balcão porque não conseguem girar volume. O comprador segue bem recuado, tanto no interior quanto na região de Campinas, e isso aumenta a dificuldade para quem precisa vender.
As contas estão ficando mais claras: a B3 carrega cerca de R$ 6,00 acima do ESALQ no primeiro vencimento e quase R$ 11,00 no janeiro/27. Esse spread precisa ser observado com atenção. O mercado ainda pode carregar prêmio, mas em algum momento vai precisar justificar essa diferença com físico, exportação ou novos fatores de risco.
Preços:
Preços recuando…
Campinas (SP): comprador R$ 68,50 -0,50 | vendedor R$ 71,00 =0,00
Cooperativas: comprador R$ 62,50 -0,50 | vendedor R$ 64,00 =0,00
Milho tributado: comprador R$ 73,00 -1,00 | vendedor R$ 76,00 -1,00
📉 CCMX26 – O milho novembro/26 trabalha em 75,97 e segue pressionado depois de perder uma região importante de sustentação entre 76,39/76,28. O contrato já opera abaixo das médias curtas e agora encosta na média de 40 períodos, em 75,86.
Suportes: S1 75,86/75,55 – S2 75,37 – S3 74,50/73,60
Resistências: R1 76,28/76,39 – R2 76,91/77,07 – R3 77,17/77,42
Cenário provável: a região de 75,86/75,55 é decisiva. Enquanto conseguir defendê-la, o contrato pode tentar uma reação para 76,28/76,39. Para melhorar de verdade o desenho, precisa recuperar 76,91/77,07. Por outro lado, se perder 75,55, a correção ganha espaço e pode buscar 75,37; abaixo dessa faixa, o movimento pode acelerar para 74,50 e depois 73,60.
Leitura principal: o novembro perdeu a força que carregava anteriormente e agora testa um suporte estrutural importante. A tendência maior ainda não está totalmente desmontada, mas a perda definitiva de 75,55 colocaria em dúvida a sustentação do canal de alta e abriria espaço para um ajuste mais profundo.
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