Dia de queda combinada: tela pesa e o físico negocia sem pressa

Milho em queda: dólar baixo, bolsas pressionadas e oferta disponível pesam sobre as cotações. O mercado segue inquieto com as previsões de chuvas moderadas, exigindo estratégia de travamento para produtores e cautela nos estoques para compradores.

Mercado


Um jogo de xadrez exige estratégia e paciência — e não é muito diferente do mercado de milho. Sem uma tendência definida, o preço acaba “jogando” em cima da volatilidade das bolsas, do clima, das tensões e das variações no quadro de oferta. Nenhuma dessas variáveis é novidade, mas o conjunto deixa o mercado inquieto, sem apontar com clareza para um lado direcional.


A conta básica precisa estar na ponta do lápis. Se o produtor tem margem para negociar, o milho precisa estar travado — seja na bolsa, seja via exportação. Do lado do comprador, não dá para operar com estoque muito reduzido: os próximos dias tendem a ser turbulentos, principalmente pelo ruído e pela especulação climática.

Hoje é um dia em que “tudo combina” para queda: dólar em baixa, Chicago pressionada, B3 recuando e mercado físico mais frouxo. E isso conversa com o que venho comentando: ainda temos oferta de produtores paulistas em bons volumes, e parte desse milho precisa virar caixa — mesmo que mais tarde, ainda dá tempo.


Peso do dólar e alívio no clima deixam a B3 mais pesada. “E, no que tange ao clima, o radar ganha um desenho mais claro: nos próximos cinco dias, a chuva fica mais concentrada no Sul, com frente fria passando por RS, SC e PR, além de alcançar sul do MT, sul/leste de SP, oeste do MT, Rondônia, Bolívia, Paraguai e Argentina. No Nordeste, a faixa litorânea segue com pancadas pontualmente fortes. Entre 10 e 12/05, vem a virada de cenário: a frente fria avança e leva chuva para SP, MS, MT, MG e áreas de GO, com volumes mais expressivos na metade norte e leste do MT e também no Vale do São Francisco. No geral, são volumes moderados — a chuva vem, mas sem exagero”. fonte: Marco Antônio, agrometeorologista da Rural Clima.


Preços
Milho tributado em queda de R$ 1,00 na ponta vendedora.
Campinas (SP): comprador R$ 67,00 | vendedor R$ 69,00
Cooperativas: comprador R$ 63,00 | vendedor R$ 65,00
Milho tributado: comprador R$ 69,00 | vendedor R$ 71,00 (recuo de R$ 1,00)
Tradings (safrinha): R$ 67,00 (inalterado)

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Dia de queda combinada: tela pesa e o físico negocia sem pressa

Milho em queda: dólar baixo, bolsas pressionadas e oferta disponível pesam sobre as cotações. O mercado segue inquieto com as previsões de chuvas moderadas, exigindo estratégia de travamento para produtores e cautela nos estoques para compradores.

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Um jogo de xadrez exige estratégia e paciência — e não é muito diferente do mercado de milho. Sem uma tendência definida, o preço acaba “jogando” em cima da volatilidade das bolsas, do clima, das tensões e das variações no quadro de oferta. Nenhuma dessas variáveis é novidade, mas o conjunto deixa o mercado inquieto, sem apontar com clareza para um lado direcional.


A conta básica precisa estar na ponta do lápis. Se o produtor tem margem para negociar, o milho precisa estar travado — seja na bolsa, seja via exportação. Do lado do comprador, não dá para operar com estoque muito reduzido: os próximos dias tendem a ser turbulentos, principalmente pelo ruído e pela especulação climática.

Hoje é um dia em que “tudo combina” para queda: dólar em baixa, Chicago pressionada, B3 recuando e mercado físico mais frouxo. E isso conversa com o que venho comentando: ainda temos oferta de produtores paulistas em bons volumes, e parte desse milho precisa virar caixa — mesmo que mais tarde, ainda dá tempo.


Peso do dólar e alívio no clima deixam a B3 mais pesada. “E, no que tange ao clima, o radar ganha um desenho mais claro: nos próximos cinco dias, a chuva fica mais concentrada no Sul, com frente fria passando por RS, SC e PR, além de alcançar sul do MT, sul/leste de SP, oeste do MT, Rondônia, Bolívia, Paraguai e Argentina. No Nordeste, a faixa litorânea segue com pancadas pontualmente fortes. Entre 10 e 12/05, vem a virada de cenário: a frente fria avança e leva chuva para SP, MS, MT, MG e áreas de GO, com volumes mais expressivos na metade norte e leste do MT e também no Vale do São Francisco. No geral, são volumes moderados — a chuva vem, mas sem exagero”. fonte: Marco Antônio, agrometeorologista da Rural Clima.


Preços
Milho tributado em queda de R$ 1,00 na ponta vendedora.
Campinas (SP): comprador R$ 67,00 | vendedor R$ 69,00
Cooperativas: comprador R$ 63,00 | vendedor R$ 65,00
Milho tributado: comprador R$ 69,00 | vendedor R$ 71,00 (recuo de R$ 1,00)
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