Necessidade de abrir espaço à soja pode estimular vendas de milho em novembro

O mercado de milho deve ganhar ritmo em novembro, impulsionado pela necessidade de espaço nos armazéns para a nova safra de soja. Apesar do bom desempenho das exportações e do consumo interno firme, os estoques permanecem confortáveis — cenário que pode pressionar os preços no fim do ano.

O setor de grãos prevê a retomada mais intensa das vendas internas de milho da safra 2024/25 em novembro, devido à necessidade de liberar espaço nos armazéns para o recebimento da nova safra de soja, a partir de janeiro. Estima-se que cerca de 66% do milho disponível já tenha sido comercializado, em linha com o mesmo período do ano anterior.

As exportações, que tiveram bom desempenho em setembro, desaceleraram em outubro, com expectativa de embarques de cerca de 6,5 milhões de toneladas e projeção de 3,7 milhões para novembro. No acumulado do ano, o país soma 31 milhões de toneladas comprometidas para exportação, e precisará embarcar pouco mais de 3,5 milhões por mês até janeiro para atingir a meta anual de 42 milhões.

Mesmo com exportações elevadas e consumo crescente, os estoques de passagem devem permanecer confortáveis. Esse cenário, aliado ao clima favorável para o plantio da primeira safra, pode pressionar os preços domésticos no fim do ano. A semeadura do milho verão 2025/26 avança, especialmente na região Sul, impulsionada pela melhora no regime de chuvas e pelo otimismo com o potencial produtivo.

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Necessidade de abrir espaço à soja pode estimular vendas de milho em novembro

O mercado de milho deve ganhar ritmo em novembro, impulsionado pela necessidade de espaço nos armazéns para a nova safra de soja. Apesar do bom desempenho das exportações e do consumo interno firme, os estoques permanecem confortáveis — cenário que pode pressionar os preços no fim do ano.

O setor de grãos prevê a retomada mais intensa das vendas internas de milho da safra 2024/25 em novembro, devido à necessidade de liberar espaço nos armazéns para o recebimento da nova safra de soja, a partir de janeiro. Estima-se que cerca de 66% do milho disponível já tenha sido comercializado, em linha com o mesmo período do ano anterior.

As exportações, que tiveram bom desempenho em setembro, desaceleraram em outubro, com expectativa de embarques de cerca de 6,5 milhões de toneladas e projeção de 3,7 milhões para novembro. No acumulado do ano, o país soma 31 milhões de toneladas comprometidas para exportação, e precisará embarcar pouco mais de 3,5 milhões por mês até janeiro para atingir a meta anual de 42 milhões.

Mesmo com exportações elevadas e consumo crescente, os estoques de passagem devem permanecer confortáveis. Esse cenário, aliado ao clima favorável para o plantio da primeira safra, pode pressionar os preços domésticos no fim do ano. A semeadura do milho verão 2025/26 avança, especialmente na região Sul, impulsionada pela melhora no regime de chuvas e pelo otimismo com o potencial produtivo.

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