Exportação de carne bovina e menos abates sustentam arroba

Exportações recordes de carne bovina e menor oferta interna sustentam a alta da arroba, com demanda externa aquecida e perspectiva positiva para os preços ao longo de 2026.

No acumulado do bimestre, os embarques somaram 526 mil toneladas e US$ 2,8 bilhões, avanços de 24% e 39%, respectivamente, também recordes. China e Estados Unidos seguem liderando as compras, perfazendo 43% e 13% do volume exportado, respectivamente. Mesmo assim, o Rabobank observa uma diversificação relevante dos destinos.

O banco avalia que a queda na participação da China nos embarques totais, mesmo com o forte aumento de 32% nas compras, reflete a expansão da demanda de mercados como México, Rússia, Chile e União Europeia.

A dinâmica chinesa, porém, segue como ponto central de atenção. O banco destaca que os volumes negociados com o país asiático estão entre os maiores da história para o período, em um movimento de antecipação por parte dos importadores. Em apenas dois meses, já foi preenchido cerca de um terço da cota de 1,1 milhão de toneladas, o que pode provocar um choque de demanda e pressionar os preços no segundo semestre, alerta o Rabobank.

Outro vetor de sustentação das exportações vem do México. Mesmo com a tarifa de 20% e a rápida utilização da cota inicial de 70 mil toneladas, a alta competitividade da carne brasileira e o esforço para reduzir a dependência dos Estados Unidos têm permitido a continuidade dos embarques. A expectativa de aumento do consumo, impulsionada pela Copa do Mundo, também reforça esse movimento.

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Boi Gordo
20 de abril, 2026/

Boi gordo em queda: antecipação de entregas por pecuaristas e escalas confortáveis derrubam cotações. Incertezas sobre a demanda chinesa e...

Exportação de carne bovina e menos abates sustentam arroba

Exportações recordes de carne bovina e menor oferta interna sustentam a alta da arroba, com demanda externa aquecida e perspectiva positiva para os preços ao longo de 2026.

No acumulado do bimestre, os embarques somaram 526 mil toneladas e US$ 2,8 bilhões, avanços de 24% e 39%, respectivamente, também recordes. China e Estados Unidos seguem liderando as compras, perfazendo 43% e 13% do volume exportado, respectivamente. Mesmo assim, o Rabobank observa uma diversificação relevante dos destinos.

O banco avalia que a queda na participação da China nos embarques totais, mesmo com o forte aumento de 32% nas compras, reflete a expansão da demanda de mercados como México, Rússia, Chile e União Europeia.

A dinâmica chinesa, porém, segue como ponto central de atenção. O banco destaca que os volumes negociados com o país asiático estão entre os maiores da história para o período, em um movimento de antecipação por parte dos importadores. Em apenas dois meses, já foi preenchido cerca de um terço da cota de 1,1 milhão de toneladas, o que pode provocar um choque de demanda e pressionar os preços no segundo semestre, alerta o Rabobank.

Outro vetor de sustentação das exportações vem do México. Mesmo com a tarifa de 20% e a rápida utilização da cota inicial de 70 mil toneladas, a alta competitividade da carne brasileira e o esforço para reduzir a dependência dos Estados Unidos têm permitido a continuidade dos embarques. A expectativa de aumento do consumo, impulsionada pela Copa do Mundo, também reforça esse movimento.

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