Mercado:
O mercado físico do milho em São Paulo segue firme, com pouca liquidez do lado comprador. As cooperativas voltaram a subir o preço de balcão na tentativa de originar algum volume e, ainda assim, não conseguem garantir o milho necessário para atender à própria demanda das fábricas. As cerealistas que já haviam travado ou garantido preços ao produtor e têm milho disponível estão aproveitando o momento para alongar suas margens, acompanhando a alta dos indicadores físicos e da B3, que vem em escalada. Mesmo assim, hoje até essas casas aparecem mais ausentes, deixando o mercado em aberto e sem referência clara para as próximas semanas.
Preços:
• Campinas (SP) – Comprador: 70; Vendedor: 72
• Cooperativas – Comprador: R$ 64; Vendas: R$ 66
• Milho tributado – Comprador: 73; Vendedor: 75 e superior (atenção)
• Tradings – Indicação de compra: 68,00
B3:
CCMF26 – Análise de uso interno – não constitui recomendação de investimento
O milho janeiro/26 (CCMF26) opera agora em 73,72, em alta de aproximadamente 1,0% no dia, dando sequência ao rompimento comentado ontem. O preço saiu da região de 72,60–72,75 e acelera pela parte de cima do canal de alta, testando a projeção de 73,68–73,90. O candle do dia ainda está em formação, mas até aqui mostra força compradora, com as médias curtas de 9 e 21 períodos (71,78 e 71,50) bem inclinadas para cima. A MM200 em 72,75 foi rompida e, se o nível for mantido, tende a atuar como suporte dinâmico.
O IFR gira em torno de 78, indicando zona de sobrecompra, enquanto o ADX perto de 22 aponta tendência ganhando corpo.
Suportes: S1 73,10/72,75 — S2 72,25/71,94 — S3 71,52/71,32
Resistências: R1 73,68/73,93 — R2 75,44 — R3 80,46
E agora, sim, o mercado olha diferente: rompeu os 72,60, avançou e saiu da lateralidade — comentário que fazíamos há alguns dias.