Mercado de milho em SP recua nas cooperativas, mas segue lateralizado

O mercado físico de milho em São Paulo registra queda leve nos preços, puxada pelas cooperativas. Compradores relatam abastecimento fácil, mas com pouca margem para repasse. No FOB de Goiás, Minas e Mato Grosso, os preços seguem firmes pela resistência do produtor em vender. O clima traz incerteza: seca no Centro-Oeste, excesso de chuvas no Sul e déficit no Sudeste e Nordeste. Na B3, o contrato CCMX25 opera estável em 67,17, testando suporte de 67,00 e aguardando definição.

Mercado: 

O mercado físico de milho em São Paulo registra uma rodada de queda de preços no interior, principalmente nas cooperativas, onde aumentou o volume de fixações por parte dos produtores. A baixa ainda é pequena, mas reforça a distância de um mercado firme e em alta. O quadro atual é de lateralização, mas o sentimento pode mudar rapidamente.

Na visão do comprador, o abastecimento segue relativamente fácil. Há dificuldade em conseguir preços melhores, mas a percepção continua sendo de pouca margem para qualquer chance de remarcação. 

No FOB de Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso, os preços permanecem firmes – ao menos por enquanto. O produtor segue resistente: segura a mercadoria ou vende apenas o necessário, aproveitando a liquidez ainda presente. Mas esse quadro pode mudar. Se o mercado olhar para o dólar mais próximo de R$5, chuvas voltando de forma mais regular e a CBOT pressionada pelo tamanho da safra e pela competitividade internacional, a queda pode se acentuar. É esse movimento que o mercado aguarda, sempre com a dificuldade de acertar o timing. 

No clima, setembro de 2025 é marcado por fortes contrastes regionais:

Centro-Oeste: seca persistente e atraso no retorno das chuvas regulares, o que posterga o início do plantio e aumenta a incerteza sobre a safra.

Sul: excesso de chuvas, que impulsiona as lavouras de milho verão, mas gera riscos de erosão, alagamentos e paralisações agrícolas.  

Sudeste, Nordeste e partes do Norte: chuvas deficitárias ou irregulares , reforçando estresse hídrico e atrasos nos ciclos produtivos. 

Perspectiva: chuvas regulares apenas em outubro, sobretudo na região central do país, condição essencial para normalizar o plantio.

Preços:

Campinas (SP) – Compradores R$64,00 e venda R$66.

Cooperativas – Caiu 1 real, interesse do comprador R$57; vendas a R$59.

Milho Tributado – Caiu 1 real, compradores, R$68/69,  e vendedores em maior volume a R$72,00,  mas agora aparecem lotes a R$70.

Tradings – Indicação compra a R$66/67.

B3:

O contrato CCMX25 está cotado a 67,17 centavos com baixa de 0,01 centavo (-0,01%) no dia, fazendo mínima de 67,00 e máxima de 67,45. O preço mantém movimento praticamente neutro, consolidando de forma extremamente estreita entre 67,00-67,45. O contrato testou novamente o suporte de 67,00 durante a sessão mas se recuperou, mostrando alguma  resistência neste nível.  A amplitude mínima e variação quase nula indicam total indecisão do mercado. Permanece abaixo das médias móveis e a formação técnica sugere proximidade de rompimento, seja para qual direção for.   

Suportes: S1: 67,00 | S2:66,37 | S3:66,01

Resistências: R1: 67,50 | R2: 67,73 | R3: 68,67

Cenário provável: Compressão máxima atingida. O suporte de 67,00 está sendo testado repetidamente. Rompimento deste nível deve acelerar queda para 66,01. Sustentação  e rompimento de 67,50 sinalizariam alívio técnico.  

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Mercado de milho em SP recua nas cooperativas, mas segue lateralizado

O mercado físico de milho em São Paulo registra queda leve nos preços, puxada pelas cooperativas. Compradores relatam abastecimento fácil, mas com pouca margem para repasse. No FOB de Goiás, Minas e Mato Grosso, os preços seguem firmes pela resistência do produtor em vender. O clima traz incerteza: seca no Centro-Oeste, excesso de chuvas no Sul e déficit no Sudeste e Nordeste. Na B3, o contrato CCMX25 opera estável em 67,17, testando suporte de 67,00 e aguardando definição.

Mercado: 

O mercado físico de milho em São Paulo registra uma rodada de queda de preços no interior, principalmente nas cooperativas, onde aumentou o volume de fixações por parte dos produtores. A baixa ainda é pequena, mas reforça a distância de um mercado firme e em alta. O quadro atual é de lateralização, mas o sentimento pode mudar rapidamente.

Na visão do comprador, o abastecimento segue relativamente fácil. Há dificuldade em conseguir preços melhores, mas a percepção continua sendo de pouca margem para qualquer chance de remarcação. 

No FOB de Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso, os preços permanecem firmes – ao menos por enquanto. O produtor segue resistente: segura a mercadoria ou vende apenas o necessário, aproveitando a liquidez ainda presente. Mas esse quadro pode mudar. Se o mercado olhar para o dólar mais próximo de R$5, chuvas voltando de forma mais regular e a CBOT pressionada pelo tamanho da safra e pela competitividade internacional, a queda pode se acentuar. É esse movimento que o mercado aguarda, sempre com a dificuldade de acertar o timing. 

No clima, setembro de 2025 é marcado por fortes contrastes regionais:

Centro-Oeste: seca persistente e atraso no retorno das chuvas regulares, o que posterga o início do plantio e aumenta a incerteza sobre a safra.

Sul: excesso de chuvas, que impulsiona as lavouras de milho verão, mas gera riscos de erosão, alagamentos e paralisações agrícolas.  

Sudeste, Nordeste e partes do Norte: chuvas deficitárias ou irregulares , reforçando estresse hídrico e atrasos nos ciclos produtivos. 

Perspectiva: chuvas regulares apenas em outubro, sobretudo na região central do país, condição essencial para normalizar o plantio.

Preços:

Campinas (SP) – Compradores R$64,00 e venda R$66.

Cooperativas – Caiu 1 real, interesse do comprador R$57; vendas a R$59.

Milho Tributado – Caiu 1 real, compradores, R$68/69,  e vendedores em maior volume a R$72,00,  mas agora aparecem lotes a R$70.

Tradings – Indicação compra a R$66/67.

B3:

O contrato CCMX25 está cotado a 67,17 centavos com baixa de 0,01 centavo (-0,01%) no dia, fazendo mínima de 67,00 e máxima de 67,45. O preço mantém movimento praticamente neutro, consolidando de forma extremamente estreita entre 67,00-67,45. O contrato testou novamente o suporte de 67,00 durante a sessão mas se recuperou, mostrando alguma  resistência neste nível.  A amplitude mínima e variação quase nula indicam total indecisão do mercado. Permanece abaixo das médias móveis e a formação técnica sugere proximidade de rompimento, seja para qual direção for.   

Suportes: S1: 67,00 | S2:66,37 | S3:66,01

Resistências: R1: 67,50 | R2: 67,73 | R3: 68,67

Cenário provável: Compressão máxima atingida. O suporte de 67,00 está sendo testado repetidamente. Rompimento deste nível deve acelerar queda para 66,01. Sustentação  e rompimento de 67,50 sinalizariam alívio técnico.  

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